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Dom, Jul

Fundação Perseu Abramo

  • Nesta segunda-feira (17), o linguista, filósofo e ativista norte-americano Noam Chomsky fala a blogueiros e mídias alternativas sobre golpe, democracia, a ameaça da extrema-direita e as eleições no Brasil.

    Chomsky veio ao país para o seminário internacional Ameaças à democracia e à ordem multipolar, organizado pela Fundação Perseu Abramo, ocorrido na sexta-feira (14).

    No evento, ele afirmou que os cortes sociais praticados no Brasil são a estratégia adotada em todos os governos neoliberais e que o neoliberalismo é responsável pelo crescimento da extrema direita em diversos países do mundo. 

    A coletiva será no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo. Acompanhe a palestra de hoje ao vivo, a partir das 18h, no site www.baraodeitarare.org.br.

    Assista: 

    Portal CTB

     

  • Na campamnha eleitoral de 1989, dona Marisa puxa a candidatura de Lula à Presidência para cima

    (Foto: Arquivo pessoal)

    “A mídia ignorou a trajetória de dona Marisa como se ela tivesse sido apenas uma dona de casa, vivendo à sombra do marido”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira se refere ao fato de a biografia de dona Marisa ter tido pouco destaque. “Ignoraram que ela foi uma guerreira desde a infância. Participou ativamente dos movimentos pela melhoria da vida do povo e das campanhas presidenciais do marido (Luiz Inácio Lula da Silva)”, diz.

    A labuta da menina que nasceu em São Bernardo do Campo, em 7 de abril de 1950 no seio de uma família pobre, começou muito cedo. Aos 9 anos já trabalhava como babá de sobrinhos do pintor Candido Portinari, num tempo em que não existia regulação nenhuma para o trabalho doméstico, nem controle sobre o trabalho infantil.

    De acordo com informações da Fundação Perseu Abramo e dos Jornalistas Livres, aos 13 anos ela já era operária da fábrica de balas, dropes e confeitos Dulcora. Dali saiu para o primeiro casamento aos 19 anos. Seis meses depois estava viúva e grávida do primeiro filho.

    Com a morte do primeiro marido, dona Marisa foi à luta para sustentar ela e o filho. Como operária foi ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (na época de São Bernardo e Diadema), tratar da pensão do falecido marido, onde conhece Lula, então responsável pela assistência social do sindicato.

    Começa o namoro com ele em 1973 e se casam em 1974. Lula se torna presidente do sindicato no ano seguinte. Ela disse em uma entrevista que cansada da ausência do marido sindicalista, decidiu fazer um curso de política com Frei Betto.

    marisa lula casamento

    Foto: Arquivo pessoal

    A sua militância cresceu e não parou mais. Em outra entrevista afirmou que “em um casamento o amor é muito importante. Mas sonhar juntos é fundamental”. E ela fez o seu marido sonhar com ela em construir um novo Brasil.

    Tanto que para a presidenta deposta Dilma Rousseff dona Marisa foi uma "mulher de fibra, batalhadora que conquistou espaço e teve importante papel político”. Foi ela que fez a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT), no ano de sua fundação em 1980.

    "Eu tinha um tecido vermelho, italiano, um recorte guardado há muito tempo. Costurei a estrela branca no fundo vermelho. Ficou lindo". Nesse mesmo ano, o ex-presidente Lula foi preso juntamente com outros sindicalistas, porque na ditadura (1964-1985) a greve era proibida.

    Dona Marisa então arregaçou as mangas e organizou uma grande passeata só de mulheres pelo centro de São Bernardo contra a prisão arbitrária dos dirigentes sindicais. "Hoje parece loucura. Fizemos uma passeata das mulheres. Encheu de polícia”, contou ela à Fundação Perseu Abramo.

    Em 1º de janeiro de 2003, tornou-se primeira-dama com a posse de Lula à Presidência da República. No mesmo ano disse à revista Criativa que “quando somos jovens imaginamos que o mundo tem que ser cor-de-rosa, só que ele não é. Isso muitas vezes é um choque. O amadurecimento proporciona isso, compreensão das coisas, mais paciência. Nós aproveitamos o nosso tempo juntos para ficar bem, felizes”.

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    Já como primeira-dama em solenidade em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert)

    Já a ex-ministra Miriam Belchior afirma que “fora de casa Lula é o centro das atenções. No campo doméstico, Marisa é soberana. Ela é a âncora da família”.

    “A morte de Marisa Letícia mostra que as pessoas estão perdendo o sentimento de humanidade”, reforça a cetebista Pereira. “A mídia burguesa enxerga a mulher somente como coadjuvante, sempre à sombra dos homens. Assim não veem a nossa luta para construir o mundo novo. Luta que contou com a presença dessa guerreira".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Em encontro das duas lideranças aconteceu na Casa de Portugal, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (9), as eternas presidentas Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil) debateram “A luta política na América Latina hoje”.

    Com centenas de jovens brasileiros e argentinos, a conferência não poderia ser mais feliz. Rousseff iniciou dizendo que “hoje a mesa é feminina e feminista”. Bem oportuno, porque se vivencia em mais de 160 países os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Então, o Portal CTB conversou com Bárbara Figueroa, presidenta da Central Única dos Trabalhadores, do Chile. Aliás, a única mulher a presidir uma central sindical na América Latina. “É muito complexo e desafiador ser a única mulher à frente de uma central sindical nessa parte do nosso continente”, diz Figueroa.

    Para ela, o encontro dessas “importantes lideranças políticas reforça a luta das mulheres latino-americanas por igualdade no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Já Pablo Gentili, presidente da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), entende a conjuntura atual muito complexa. “Vários fatores nos levaram a esta situação”, afirma.

    Assista a conferência completa 

    “A direita estabeleceu uma nova estratégia e com muita competência conseguiu seus objetivos para chegar ao poder na Argentina e no Brasil e nós precisamos entender essa estratégia e reorganizar as forças populares com muita unidade na resistência à ofensiva do capital sobre o trabalho”.

    O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann vê o fracasso dos projetos econômicos do governo golpista. “O projeto deles se baseia em três eixos: mudança da expectativa dos empresários, expansão do mercado externo e entrada de recursos estrangeiros com essa onda de privatizações”. Explica. Como não está dando certo, "o governo está sem estratégia".

    A presidenta Dilma falou sobre a reforma da Previdência e lembrou que “o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles) tem uma aposentadoria de R$ 250.000” mensais e o “Temer (Michel) se aposentou com 55 anos” e querem idade mínima de 65 anos para homens e mulheres.

    A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, historiou a vida política, social e econômica de seu país nos últimos 15 anos e defendeu uma resistência contundente à política de retirada de direitos.

    “As forças do campo nacional e popular precisam de profundas reflexões para avançar nas lutas com essa juventude que se incorporou na política", reforça. “Em um forte contraponto à lógica da velha política feita por homens, as duas mulheres arrancaram aplausos e emoções da plateia diversas vezes”, diz texto do Mídia Ninja.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Fundação Perseu Abramo

  • Em plena terça-feira (5), cerca de mil pessoas de todas as cores e orientações sexuais “tomaram a Praça Roosevelt”, como disse a atriz Ana Petta, uma das apresentadoras do Sarau das Mulheres pela Democracia, que aconteceu no centro da capital paulista, a partir das 17h.

    “Estamos aqui para repudiar esse ataque covarde que a revista IstoÉ promoveu à presidenta Dilma. Numa reportagem insidiosa e mentirosa”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    “Estamos nas ruas com toda essa alegria, contando com a irreverência da juventude para barrar esse golpe contra o país e o povo brasileiro e dizer à mídia golpista que quando atacam a Dilma, atacam a todas nós, mulheres guerreiras brasileiras”, diz a sindicalista.

    Representando a Unão Nacional LGBT, Valéria Rodrigues afirma que a UNA-LGBT está nas ruas para defender os direitos de todas as pessoas por uma vida digna. "É fundamental que nós, da comunidade LGBT, estejamos aqui nessa praça linda, defendendo nossos direitos".

    Coordenado por inúmeros coletivos culturais de São Paulo, o sarau foi transmitido ao vivo na internet pela Fundação Perseu Abramo e pelos Jornalistas Livres. “As mulheres sempre estiveram na frente da batalha pela liberdade e por direitos iguais neste país”, diz a militante veterana Liége Rocha, da União Brasileira de Mulheres (UBM).

    A nefasta matéria de capa da revista IstoÉ foi lembrada todo o tempo. "Quando ofendem a Dilma, ofendem cada uma de nós, mulheres brasileiras”, fala Juliana Borges, secretária da Mulher do Partido dos Trabalhadores de São Paulo.

    As apresentações artísticas foram se sucedendo no palco e nas imediações da praça. "O espaço público está sendo ocupado por uma juventude que pede avanços à jovem democracia brasileira", diz Cláudia Rodrigues, da UBM-SP. É o caso da Marina Veneto, presente no ato: "Toda mulher tem o coração guerreiro e, por isso, nós somos a democracia”.

    Coletivos culturais da periferia se apresentaram. Rappers da Frente Nacional Feminista do Movimento Hip Hop cantaram e encantaram com poesias fortes contra o machismo e a misoginia (ódio às mulheres). “Os caras não têm se segurado porque não suportam o fato de termos hoje uma mulher no poder”, realça Preta Rara.

    A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Mota Dau, lembrou que outras publicações fizeram a mesma coisa que a revista IstoÉ em diversos países onde as mulheres ocupam o cargo de mandatária. "Estamos nas ruas para denunciar todas as manipulações dessa mídia partidária, para defender a democracia e para superar todas as desigualdades”, defende Denise.

    A ativista feminista Rachel Moreno fez questão de participar do sarau. "Eles pensaram que estávamos dormindo ou que sua ladainha midiática faria nossas cabeças, mas estamos bem acordadas e ligadas nos acontecimentos em tempo real”.

    Logo a seguir, a presidenta da Apeoesp (sindicato das educadoras e educadores da rede pública estadual de São Paulo) Maria Izabel Noronha, a Bebel, afirmou: "Não aceitaremos nenhum golpe contra a nossa jovem democracia. Permaneceremos nas ruas até enterrarmos de vez essa sanha golpista midiático-jurídica infame”.

    Gicélia lembra que “o bicho homem é o único animal que agride a sua companheira”. Ela conta que, antigamente, sarau era feito pela burguesia e as mulheres eram vistas como adornos. "Agora fazemos este sarau para mostrar à burguesia que não aceitaremos nenhum direito a menos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy – Foto: Mídia Ninja