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Dom, Jul

Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

  • Em reunião nesta terça-feira (12), as representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) analisaram a conjuntura e iniciaram o planejamento das campanhas por equidade de gênero no país e no movimento sindical.

    Todas as representantes das centrais sindicais que compõem o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) refirmaram a necessidade de “as mulheres trabalhadoras se unirem cada vez mais para enfrentar os ataques às organizações da classe trabalhadora”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A professora mineira declara que as mulheres das centrais entendem a necessidade de barrar os retrocessos. “A terceirização ilimitada, a reforma trabalhista e o projeto de reforma da previdência aprofundam as desigualdades sociais e de gênero”.

    As sindicalistas ressaltaram a importância a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro a 10 de dezembro, todos os anos) servir para ao que se propõe de fato.

    “Tivemos atos em vários estados neste ano e distribuímos panfletos denunciando a reforma trabalhista, a retirada de direitos e a necessidade de debatermos as questões de gênero para vencer o preconceito e a discriminação”, diz Arêas.

    Ela explica também que foi escolhido o dia 6 de dezembro para as manifestações porque é o Dia do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres porque é “muito importante conversarmos com os homens para que entendam a necessidade de os direitos serem iguais e as mulheres respeitadas”.

    Já para o Dia Internacional da Mulher – 8 de março –, diz a cetebista, o FNMT planeja atos onde as mulheres trabalhadoras levem para as ruas as suas reivindicações, necessidades e a luta por direitos iguais. Para isso, “precisamos de mais mulheres no poder”.

    Mas as mulheres querem estar ainda mais presentes na vida das trabalhadoras. “Estamos planejando distribuir panfletos nos locais de trabalho para conversarmos com elas sobre tudo o que as aflige e colhermos sugestões de enfrentamento dos problemas”, explica Arêas.

    Ela conta ainda que as dirigentes das centrais sindicais pretendem introduzir manifestações artísticas nas atuações para enfocar os problemas de assédio moral e sexual e das discriminações com encenações teatrais, músicas ou outras formas de expressão.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Homens, mulheres, artistas e autoridades uniram forças contra a violência de gênero, na manhã deste domingo (11), quando participaram da Caminhada Eles por Elas, parte de uma campanha mundial idealizada pela ONU Mulheres e realizada na Bahia pelo governo do estado.

    O ato, no Dique do Tororó, em Salvador, marcou o encerramento dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que em solo baiano duram 21 dias, uma mobilização anual que acontece entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro, em mais de 160 países.

    Para a secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil na Bahia (CTB-BA), Marilene Betros, é muito importante encerrar essa campanha “dialogando com os homens para pôr fim às agressões que as mulheres sofrem todos os dias no Brasil”.

    Para ela, “as mulheres devem permanecer nas ruas e nas redes sociais firmes e fortes para derrotar o machismo arcaico, que deprecia a figura da mulher e impede a sociedade de avançar para uma vida sem violência e com respeito”.

    De acordo com a secretária estadual de Política para Mulheres (SPM-BA), Olívia Santana, o objetivo da ação, é mobilizar toda a população, sobretudo, o público masculino para a causa, remetendo à data 6 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    "Essa é uma campanha mundial criada pela ONU Mulheres que a Bahia adotou. Nós já fazemos ações de conscientização e encorajamento para as mulheres, mas elas são as vítimas. É necessário causar uma mudança na maneira que os homens enxergam as relações", afirma a secretária.

    A relações públicas, Sazana Martins, participou da caminhada ao lado do namorado, o psicólogo Steve Carvalho. Para ela, perceber a adesão do companheiro proporciona maior sensação de segurança.

    "Ele carregar a bandeira de combate à violência contra a mulher junto comigo me mostra que fiz a escolha certa em assumir relacionamento com ele. É muito importante para mim, mulher e negra, ter essa segurança", destaca.

    Para Steve, ele apenas reforça uma luta que é de todos. "É muito importante ações como esta de conscientização do público masculino. O homem precisa ter a consciência de que precisa respeitar e valorizar as mulheres, sem essa de sexo frágil", afirma.

    O gerente de RH, Gilvan Cerqueira, também é um dos homens que milita no combate à violência de gênero. Ele busca sempre reforçar o respeito às mulheres nas políticas de gestão de pessoas. "Sempre participo de ações como esta. Levo esses valores para o ambiente de trabalho, onde ainda existe muita desigualdade e violência. Acho que se cada um fizer sua parte, vamos conseguir mudar esta triste realidade", ressalta Cerqueira.

    A campanha é uma mobilização que consiste na luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres. No Brasil, tem início antecipado no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, configurando assim 21 dias de ações pelo fim da violência contra a mulher.

    “Queremos o fim do machismo, queremos discutir um mundo de igualdade, onde homens e mulheres dividam com responsabilidade as suas tarefas”, conclui Betros.

    Portal CTB com CTB-BA e Sinttelba

  • O dia é apropriado porque 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher e marca o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres em mais de 160 países.

    ato mulheres 25 novembro republica sp

    A manifestação ocorre na Praça da República, na capital paulista, a partir das 12h e tem participação da CTB e do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) entre diversas entidades do movimento feminista de São Paulo.

    A manifestação denunciará também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que traminta na Cãmara dos Deputados e pretende proibir a interrupção da gravidez mesmo em casos de estupro. "É um retrocesso e uma violência inominável contra dos direitos das mulheres", diz  Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “essa campanha dos 16 Dias de Ativismo é um marco para a luta das mulheres no país todo. A nossa central combate a violência à mulher os 365 dias do ano, e nós vemos essa manifestação como um bom momento para para levar à sociedade uma mensagem em defesa da vida das mulheres”.

    Vídeo do FNMT

    As dirigentes do FNMT divulgaram nesta sexta-feira (24) um vídeo convidando à participação da classe trabalhadora nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Cada representante das seis centrais sindicais que compõem o Fórum (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) falou sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e sobre as dificuldades que impõem às mulheres.

    Assista 

    “Estaremos nas ruas mais uma vez para denunciar os efeitos da reforma trabalhista na vida de todo mundo, mas principalmente no que ela prejudica as mulheres em maior profundidade”, afirma Arêas.

    A direção do Fórum garante também outra manifestação pelos 16 Dias de Ativismo na capital paulista no dia 6 de dezembro - Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja