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Dom, Jul

CPI da Merenda Já

  • “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para tentar achar o ladrão da merenda”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder dos estudantes secundaristas brasileiros, complementa dizendo que “nós já sabemos o nome, o sobrenome e o cargo político que ele ocupa”. Por isso, acentua, “ficaremos aqui até que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda seja instaurada.

    Acompanhe a ocupação desde o início:

     

    O caso de superfaturamento e distribuição de propinas na merenda escolar das escolas públicas da rede estadual foi denunciado em janeiro do ano passado. A polícia civil e o Ministério Público paulistas criaram a Operação Alba Branca.

    Mas os deputados estaduais, de ampla maioria de apoio ao governador Geraldo Alckmin, se negam a instaurar a CPI da Merenda para investigar o caso, no qual o nome que mais aparece nas acusações é o do presidente da Alesp, Fernando Capez.

    Por celular, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, afirma que ontem haviam proibido a entrada de alimentos, cortado a água, a energia e o Wifi.

    Acompanhe discurso de Camila Lanes, presidenta da Ubes:

     

    “Alguns deputados negociam para podermos manter esta nossa luta democrática e justa”, defende. “Já está liberada a entrada de alimentos e água, mas ainda estamos sem energia e sem Wifi para nos comunicarmos melhor”.

    Emerson reforça o pedido de apoio à sociedade. “Precisamos da solidariedade de todos. Estamos exigindo o direito de saber quem roubou a merenda dos estudantes de São Paulo”, afirma. “Também precisamos de material de higiene pessoal e cobertores”.

    Ele realça também que faltam somente sete assinaturas de deputados para a instauração da CPI da Merenda. Então, pede para as pessoas irem à frente da Alesp e “se possível acampem e nos ajudem a lutar por uma educação pública de qualidade e com merenda”.

    Estudantes leem coletivamente Carta Aberta á população:

     

    Ontem à noite, os estudantes secundaristas receberam a solidariedade da União Nacional dos Estudantes (UNE), através da presidente da entidade, Carina Vitral. Ele atacou a afirmação do Kim Kataguiri de que as escolas públicas são repositórios de bandidos.

    “Os estudantes secundaristas não são criminosos, são de luta e construirão o novo estado de São Paulo e a nova educação pública no país”, afirma.

    Chico César prestigiou os ocupantes, assista:

     

    Saiba como ajudar pela página de apoio aos ocupantes no Facebook.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Uma tropa de choque da polícia militar de São Paulo ocupou o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza na manhã desta segunda-feira (2) para impedir que os estudantes continuem no local para defender seus direitos.

     A Justiça negou a reintegração de posse e exigiu explicações do secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, do porquê a pm entrou na sede da Paula Souza sem a permissão da Justiça. O governo disse que foi para permitir a entrada de professores.

    A ocupação estudantil ocorre desde o dia 28 de abril para forçar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a incluir a merenda escolar para as escolas técnicas paulistas. "Que todos os estudantes tenham seus vales refeições garantidos”, dizem os estudantes em forma de jogral.

    “O maior problema é nossa educação não ser de qualidade e até o fim vamos lutar para que ela seja. Não tem arrego!", completam na assembleia. De acordo com eles, o governador se recusa ao diálogo e só age com repressão.

    “Os secundaristas das escolas técnicas de todo o estado reivindicam merenda porque estudam o dia todo e se tiverem que pagar almoço todos os dias a situação fica muito pesada para as famílias”, argumenta Emerson Santos, presidente recém-eleito da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    Ele explica também que ocorre grande mobilização para que os deputados estaduais criem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios cometidos na merenda escolar da rede pública estadual.

    O novo presidente da Upes afirma ainda que a Escola Estadual Fernão Dias, na zona oeste da capital paulista, foi novamente ocupada porque “falta merenda, as salas estão superlotadas e a situação do ensino cada vez mais precária".

    Além das reivindicações dos estudantes das escolas técnicas, Emerson diz que os secundaristas paulistas se organizam para retomar o movimento de ocupações nas escolas como no ano passado, que contou com grande apoio da sociedade.

    “Planejamos lutar contra essa reorganização disfarçada empreendida pelo govenador porque está liquidando com as escolas e com os salários dos professores”, afirma. Também “continuaremos nas ruas e escolas exigindo que a Assembleia Legislativa instaure a CPI da Merenda Já”.

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    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    “É impossível que a sociedade aceite passivamente o roubo da merenda das crianças e dos jovens”, acentua o líder estudantil. “Quem não deve não teme, então por que se recusam a investigar, preferindo a repressão aos estudantes?”

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Estudante dá detalhes, aos Jornalistas Livres (assista vídeo abaixo), sobre a ação da tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo na invasão que a PM fez ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza na manhã da segunda-feira (2) para tirar os secundaristas, que ocupam a sede do órgão responsável pelas escolas técnicas no estado, desde o dia 28 de abril.

    O juiz Luiz Manuel Pires, do Tribunal de Justiça estadual, determinou a saída da PM do local e deu 72 horas para o secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, explicar o motivo de a polícia invadir o local sem autorização judicial. 

    Os alunos das escolas técnicas paulistas reivindicam vale-alimentação até os refeitórios prometidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) ficarem prontos. 

    O novo presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) explica que o movimento estudantil se mobiliza também para pressionar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do estado para investigar o dinheiro desviado da merenda escolar, que envolve inúmeros políticos e empresários.

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    Estudantes reivindicam merenda e Geraldo Alckmin manda a tropa de choque

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

    Assista  e veja a tropa deixando as dependências do Centro Paula Souza: 

  • Desde janeiro, quando veio à tona o esquema de superfaturamento referente à merenda escolar em São Paulo, deputados estaduais da oposição ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) vêm colhendo assinaturas, sem sucesso, para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo.

    A União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) tem feito diversas manifestações nas ruas e na Assembleia Legislativa do estado para pressionar os deputados a criarem a CPI, porque “roubar alimento de criança é crime por demais desumano”, diz Ângela Meyer, presidenta da Upes.

    “É muito difícil com os deputados”, diz Ângela, já que o nome do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB) é um dos que mais aparece na lista das delações investigadas pelo Ministério Público estadual e pela Polícia Civil.

    Além disso, argumenta a líder estudantil, “o governador (Alckmin) tem maioria ampla na Assembleia e com isso não passa nenhuma CPI que investigue qualquer coisa referente a maus feitos pelo governo do estado”.

    De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nove requerimentos sobre o assunto já estão protocolados e aguardam análise na Comissão de Educação e Cultura da Alesp, sempre falta quórum para encaminhamentos dos pedidos.

    Inúmeras prefeituras paulistas e o governo estadual são acusados de superfaturar contratos de compra de alimentos para a merenda escolar da rede pública de ensino. A Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar é apontada como a responsável pelo esquema de superfaturamento e desvio de dinheiro para pagamento de propina a políticos.

    O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil criaram a Operação Alba Branca para investigar o caso, que já conta sete empresários presos e de políticos e agentes públicos denunciados.

    Entre os envolvidos estão Capez, o ex-secretário de Educação, Herman Voorwald e o seu antigo chefe de gabinete da secretaria, Fernando Padula e o ex-chefe da Casa Civil do governador Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”.

    Ângela se revolta ao contar que as escolas paulistas iniciaram o ano letivo com falta de merenda. “Como os estudantes mais carentes podem estudar adequadamente comendo bolacha de água e sal e suco artificial?”

    Grêmios estudantis e democracia

    Ela também denuncia a “intromissão” do governo do estado nos grêmios estudantis. “A Secretaria de Educação vem determinando a criação de grêmios atrelados e controlados pelas direções das escolas, com objetivo de acabar com o movimento estudantil no estado, mas a nossa luta não vai cessar e barraremos essa invasão”.

    Ângela também reforça a necessidade de maior envolvimento da sociedade para obrigar os deputados estaduais a criarem a CPI da Merenda. Para tanto, foi criada, inclusive, uma petição pela instauração da CPI da Merenda Já, que você pode assinar aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Ubes

  • Manifestantes na Câmara Municipal de Mauá em defesa da CPI da Merenda já

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, diz que a Guarda Civil Metropolitana de Mauá, no ABC Paulista, “bateu gratuitamente” nos jovens que ocuparam a Câmara Municipal da cidade em defesa de instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda, nesta terça-feira, 2 (acesse aqui).

    Ele agradece as mensagens de solidariedade e afirma que essa truculência “fortalece a luta”. E complementa dizendo que os estudantes secundaristas "continuarão ocupando os espaços que forem necessários em defesa de uma educação de qualidade e na caça de todos os ladrões da merenda”.

    Veja o presidente da Upes, Catatau 

    Os Jornalistas Livres mostram um vídeo com a truculência policial. “Mesmo depois de ter levado cacetadas, estar rendido e com a cabeça sangrando, Catatau - que chorava de dor - foi posto de joelhos por um brutamonte que quase quebrou seu braço”, diz texto deles.

    O presidente da Câmara de Mauá, Marcelo Oliveira (PT) disse ao "Diário do Grande ABC" que “toda manifestação tem de ser respeitada. Mas começaram a jogar algumas coisas e depois pularam no plenário e a guarda está aqui para quê? Para tomar conta do patrimônio. A maioria dos manifestantes é candidato a vereador”.

    Assista a violência contra os estudantes em Mauá (SP) 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy