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Sex, Jul

Cleber Rezende

  • Teve início nesta sexta-feira (21) o 4° Congresso Estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Pará (CTB-PA). O Congresso continua neste sábado (22) para definir todas as metas da nova gestão.

    “Nesse congresso unitário elegemos o professor e advogado Cleber Rezende à presidência para a gestão 2017/2021”, explica Marcos Fonteles, o Marcão, presidente na gestão anterior.

    ctb pa congresso 2017

    “É um grande desafio assumir a CTB-PA neste momento de avanço do capital sobre o trabalho, com ameaças constantes aos direitos da classe trabalhadora, à democracia e à nação”, diz Rezende, novo presidente da CTB-PA.

    Ele conta que a construção da CTB-PA se deu “num momento de crescimento econômico e amplas liberdades”, mas na atual conjuntura, a situação é de concentrar esforços na unidade do movimento sindical.

    “Precisamos ter a capacidade de caminhar conjuntamente com os sindicatos filiados e com força e dedicação da nossa diretoria enfrentar os desmandos e a violência presentes em nosso estado”, garante.

    ctb pa congresso 2017 1

    O novo presidente define ainda a necessidade de aprofundar o debate e arregimentar forças. “Temos que nos preparar bem para os embates que estão por vir com objetivo de unir a luta mais geral com as questões específicas de cada categoria”.

    Conheça Cleber Rezende

    Sindicalista há 19 anos, Rezende iniciou sua trajetório no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, no sul do Pará, em 1998. Dois anos depois mudou para a capital Belém, formou-se como professor e passou a atuar no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Pará. Foi um dos fundadores da CTB-PA.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Contribuições à análise da conjuntura política, da avaliação das eleições de 2018, no Brasil, da formação e feições do governo de Jair Bolsonaro.

    Contextualização das eleições 2018

    Na geopolítica internacional o Brasil, nas últimas duas décadas, nos governos de Lula e Dilma, se situou no contexto regional de reafirmação de Estado nacional e soberano, de cultura antiliberal, alinhados aos governos democráticos e populares de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na Venezuela, Néstor e Cristina Kirchner, na Argentina, Evo Morales, na Bolívia, Fernando Lugo, no Paraguai e Rafael Correa, Equador.

    Neste contexto ocorreu o fortalecimento do Mercosul, a formação do G20 e a criação dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além de relações comerciais com a África e Ásia, configurando polos geopolíticos e econômicos de articulações e resistências a predominância norte americana dos Estados Unidos da América contrariando os interesses econômicos e políticos da agenda imposta pelo Consenso de Washington, levando o Pentágono a um reposicionamento político na região.

    Sendo desenvolvida uma política de desestabilização desses governos democráticos e populares na América Latina, com golpes político-jurídico-midiático e de criminalização de seus ex-governantes.

    Foi neste contexto que ocorreram as eleições brasileiras de 2018, fortemente marcada por atuação das operações seletivas da Lava Jato, prisão do presidente Lula, criminalização da política, intervenção dos "jornalões" nas matérias, manchetes e nas entrevistas aos candidatos presidenciáveis encurralando-os e desmoralizando-os em rede nacional, a exemplo do Jornal Nacional.

    Esquivando destas amarras, Bolsonaro representou o antissistema, o antipetismo, o falso combate à violência, à corrupção, ao “kit gay” e a defesa dos “valores” da família e, com o uso das tecnologias do Whatsapp e das fakenews nas redes sociais, ele encontrou campo fértil para disseminar sua narrativa sem adentrar no mérito do projeto de nação e de desenvolvimento para o Brasil, este conjunto de elementos externos e internos levaram Jair Bolsonaro à presidência do Brasil.

    Feições do novo governo brasileiro

    O governo de Jair Bolsonaro vai se configurando de feições autoritária, extrema direita política, rumo a ditatorial, fundamentalista, ultraliberal, privatista, de aplicação de forte ajuste fiscal, Estado mínimo, anulação dos direitos fundamentais, trabalhistas e previdenciários, entrega da soberania nacional, tendo como alvos as esquerdas, os movimentos sociais e sindical, ataques aos trabalhadores e ao meio ambiental, aos meios de comunicações tradicionais, governo populista e que privilegia o contato direto com o povo via redes sociais.

    Aplicação da agenda do capital contra o trabalho, aprofundamento da reforma trabalhista e previdenciária, limitação do papel da Justiça do Trabalho com intervenção mínima nos conflitos individuais e coletivos, o fim da contribuição sindical obrigatória para cercear a sustentação material do sindicalismo e a diminuição dos gastos sociais e de criminalização dos movimentos sociais e sindical, estão no bojo das ações propagadas pelo governo neofascista de Bolsonaro.

    Nas relações internacionais sinaliza-se extremista e de oposição à China, maior parceiro comercial do país, de alinhamento aos Estados Unidos da América e a Israel, por outro lado, fragilização do Mercosul e das construções geopolíticas e econômicas macrorregionais existentes.

    Resistência, unidade e luta

    O golpe de 2016 se consolidou nas eleições presidenciais de 2018 com a vitória de Jair Bolsonaro. A resistência tem como centro a formação de uma frente ampla em defesa da democracia, da Constituição Federal de 1988 e das liberdades políticas e sociais.

    A unidade requer o máximo de forças políticas e sociais para combater o autoritarismo, o fascismo e isolar o governo extremista de Bolsonaro que é o inimigo comum, para a defesa da democracia, da soberania nacional, dos direitos fundamentais e dos movimentos sociais, sindical, das esquerdas e do povo brasileiro.

    A luta do povo e da classe trabalhadora é contra o neofascismo e o extremismo autoritário, agravados com o aprofundamento da aplicação do neoliberalismo, dos efeitos da 4° revolução industrial, do desemprego alarme e crescente, da extinção do Ministério do Trabalho, da carteira verde e amarela de trabalho  sem direitos e precarizados, da marginalização dos trabalhadores e de suas organizações sindicais.

    Resistência, coordenada pelas centrais sindicais, à reforma da previdência bem como na defesa de todos os direitos e conquistas da classe trabalhadora, a luta por empregos de qualidade e por melhores salários, com retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento nacional.

    Neste contexto a resistência, a unidade e a luta devem ser amplas e não isoladas, de relacionamento com as massas sociais e o povo, com os trabalhadores e trabalhadoras, amplitude com as mais diversas forças políticas e sociais para enfrentamento das batalhas atuais e futuros na defesa do Brasil e de seu povo.

    Belém-Pará, 07 de dezembro de 2018.

    Cleber Rezende
    Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB/Pará.

  • As centrais sindicais no Pará (CTB, CUT, UGT, FS, CSP/CONLUTAS, INTERSINDICAL, FBP e FPSM) em conjunto com as entidades sindicais de bases e movimentos sociais e estudantes realizam importante ato da classe trabalhadora paraense neste 1° de maio de 2017 na capital do Pará.

    Ato realizado na Praça da República no centro de Belém, reunindo centenas de sindicalistas para denunciar as reformas trabalhista e previdenciária do governo de Temer.

    Cleber Rezende, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Pará (CTB-PA), afirma que a central que mais cresce no Brasil é protagonista deste ato, juntamente com outras centrais.

    "Depois da histórica greve geral do dia 28, voltamos às ruas para barrar os retrocessos promovidos pelo governo de Michel Temer. Continuaremos nas ruas até que todos esses projetos nefastos à classe trabalhadora sejam engavetados".

    Portal CTB