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Sáb, Jul

Catatau

  • Liderados pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), dezenas de jovens acamparam na noite da terça-feira (13) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para forçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda “a investigar pra valer e punir os responsáveis pelo desvio da merenda escolar no estado”, diz Emerson Santos, o Catatau, presidente da Upes.

    A CPI da Merenda só foi instalada após muita pressão dos estudantes (leia mais aqui). Nesta quarta-feira (14), O depoimento mais aguardado é do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), acusado por diversos delatores de ser o principal beneficiário do esquema (saiba mais aqui).

    Acompanhe o que disse Fernando Capez à CPI da Merenda 

    Em seu depoimento, Capez nega todas as acusações. “Jamais interferi por ninguém. Nunca conversei com o Padula (Fernando, ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, também acusado) na minha vida”, jurando inocência.

    “Muitas reuniões da CPI têm acontecido a portas fechadas e isso não pode mais ocorrer. Quem não deve não teme, mas quem é acusado de desvios de dinheiro público deve explicações para a sociedade, ainda mais sobre algo tão grave como tirar comida de crianças”, afirma Catatau.

    acampamento alesp upes cpi merenda

    Crédito: Jornalistas Livres

    A reunião começou às 10h. Cerca de 25 estudantes conseguiram entrar para acompanhar, mas não sem repressão policial antes de serem autorizados. Ao menos dois foram detidos, denuncia a Mídia Ninja, com vários feridos. Inclusive um jovem com menos de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, conta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Veja ação da PM do governador Geraldo Alckmin  

    Por isso, “estamos acompanhando todos os passos desta CPI para não acabar em pizza”, afirma Catatau. “Alguém tem que punir os ladrões da merenda, porque não permitiremos que enganem a sociedade e os estudantes paulistas fiquem sem merenda por causa de falcatruas”. A palavar de ordem da Upes é "resistir e ocupar até a punição dos ladrões da merenda".

    Leia mais

    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Cadê a merenda de nossas crianças, Geraldo Alckmin?

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto destaque: Pedro Lopes, Mídia Ninja

  • Manifestantes na Câmara Municipal de Mauá em defesa da CPI da Merenda já

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, diz que a Guarda Civil Metropolitana de Mauá, no ABC Paulista, “bateu gratuitamente” nos jovens que ocuparam a Câmara Municipal da cidade em defesa de instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda, nesta terça-feira, 2 (acesse aqui).

    Ele agradece as mensagens de solidariedade e afirma que essa truculência “fortalece a luta”. E complementa dizendo que os estudantes secundaristas "continuarão ocupando os espaços que forem necessários em defesa de uma educação de qualidade e na caça de todos os ladrões da merenda”.

    Veja o presidente da Upes, Catatau 

    Os Jornalistas Livres mostram um vídeo com a truculência policial. “Mesmo depois de ter levado cacetadas, estar rendido e com a cabeça sangrando, Catatau - que chorava de dor - foi posto de joelhos por um brutamonte que quase quebrou seu braço”, diz texto deles.

    O presidente da Câmara de Mauá, Marcelo Oliveira (PT) disse ao "Diário do Grande ABC" que “toda manifestação tem de ser respeitada. Mas começaram a jogar algumas coisas e depois pularam no plenário e a guarda está aqui para quê? Para tomar conta do patrimônio. A maioria dos manifestantes é candidato a vereador”.

    Assista a violência contra os estudantes em Mauá (SP) 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy