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Qui, Jul

Brasil 247

  • Acostumado a enfrentar a censura da ditadura civil-militar (1964-1985), o cantor, compositor e escritor Chico Buarque foi censurado pelo jornal O Globo, da família Marinho. A assessoria do artista conta que a redação do diário carioca encomendou uma declaração de Chico sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro.

    Ironicamente, Chico enviou por e-mail a frase “O Globo faz a diferença” e acrescentou “quero que publiquem”. Os editores entenderam o recado. Não publicaram a frase do artista por perceber a alusão feita ao prêmio anual “Quem faz diferença”, do jornal dos Marinho.

    Isso porque em 2015, o juiz curitibano de primeira instância ganhou como a Personalidade do Ano, justamente por seu trabalho na operação Lava Jato. Com essa fina ironia Chico Buarque condena a atuação de Moro e de O Globo, totalmente partidários contra o ex-presidente.

    A declaração de Chico sairia publicada nesta sexta-feira (14), juntamente com as de Beth Carvalho, Zé Celso, Kleber Mendonça Filho e Silvia Buarque, entre outros. “Um absurdo que isso aconteça nesse mesmo momento em que perdemos as conquistas de Getúlio Vargas para os trabalhadores. Lula foi condenado sem provas, não querem que ele seja candidato a presidente, sabem que ele vai ganhar a eleição”, diz a cantora Beth Carvalho.

    Um recado de Chico Buarque a ditadores de plantão: 

    Já o cineasta Kleber Mendonça Filho, afirma ser “uma vergonha, mais uma num país que desrespeita cada vez mais a cidadania”. Enquanto o teatrólogo José Celso Martinez Correa afirma que “para realizar seu grande sonho – ou melhor, seu marketing –, Moro decreta a prisão de Lula, justamente quando é julgado o Fora Temer, e a maioria do povo brasileiro quer Diretas Já”.

    O cineasta Luiz Carlos Barreto também critica o fato de Moro ter declarado a sentença no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista, que já configura um golpe muito duro contra o povo brasileiro. “No dia seguinte em que se aprova a reforma trabalhista, que fez o Brasil regressar à era pré-Revolução Industrial da Inglaterra, condenar sem provas o maior líder popular do país é um complô de agitação para jogar o Brasil numa convulsão social”.

    Para a atriz Silvia Buarque, filha de Chico, “é uma condenação que já estava prevista por conta do golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência”.

    O jornal O Globo tentou mostrar “isenção” ouvindo artistas que condenam o modus operandi do juiz Sergio Moro, mas a sagacidade de Chico Buarque, mais uma vez desmontou essa farsa.

    Durante a outra ditadura Chico inventou muitas maneiras de enganar a censura e denunciá-la, agora denuncia a censura de quem vive falando em “liberdade de expressão”, quando o assunto é democratização dos meios de comunicação.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Brasil 247, O Cafezinho, Portal Vermelho e O Globo. Foto: Mídia Ninja

  • O jornalista Paulo Moreira Leite, colunista do site Brasil 247, conta que foi impedido pela Polícia Federal de entrar no Senado hoje para cobrir a sessão do processo de impeachment contra a presidenta eleita pelo voto popular Dilma Rousseff.

    Leite disse em vídeo para o Brasil 247 que “a primeira vítima de uma guerra é a verdade”. Aí ele relata que está há 10 anos em Brasília, cobrindo a pauta política e que tem 40 anos de jornalismo.

    Falou também que nunca havia passado por uma situação dessas, nem mesmo na época da ditadura (1964-1985).

    O argumento da PF foi que isso ocorreu por “questões de segurança” e, pior ainda, diz ele, os policiais argumentaram estar cumprindo ordens estritas do presidente do Senado, Renan Calheiros e do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que preside o processo de impeachment.

    Quando a “informação se torna questão de segurança é porque a guerra está começando”, argumenta Leite. Mas ele contrapõe a isso afirmando que “o povo tem o direito de saber” o que ocorre no país, principalmente sobre algo tão grave que vai afetar a vida de todos e todas.

    Assista a denúncia 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • "Pode um presidente da República ter seu mandato cassado em processo de impeachment sem que contra ele exista crime de responsabilidade provado?", questiona o engenheiro Ivo Pugnaloni, sobre a decisão da OAB, presidida por Cláudio Lamachia, de apoiar o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

    Nestes dias confusos de crise por que passa o Brasil, tem sido tantos os presos condenados e tantos os delatores criminosos confessos que foram perdoados, que muita gente pode estar em dúvidas se a corrupção está mesmo sendo enfrentada. Ou se, depois de passada a crise política, virá mais pizza por aí.

    Inúmeros juristas famosos questionam tanto a eficácia e como a própria legalidade dos procedimentos jurídicos adotados, que podem ser revistos, embora seus efeitos políticos possam ser imensos.

    Por isso resolvi encaminhar ao meu advogado uma carta, na qual fiz dez perguntas, relacionadas a noticias sobre a chamada “Operação Lava Jato” que a mídia tem trazido na ultima semana e à matéria investigativa da Revista IstoE de 2003, intitulada “Raposa no galinheiro” , disponível no Google, sobre o Caso Banestado.

    Afinal nesse caso Banestado, ocorrido em seguida às escandalosas privatizações da Vale, da Telebrás, de várias geradoras e distribuidoras de energia, vendidas na “bacia das almas” por preços insignificantes, mais de 520 bilhões de reais foram convertidos em dólares na cotação da época, que era de um por um. E remetidos para o exterior, ilegalmente.

    Entretanto, vale notar que segundo a revista, graças às imperfeições jurídicas do processo, ninguém foi condenado e o processo foi arquivado no STF. Por falta de provas.

    Após entregar a carta, resolvi compartilhar o tema com os amigos na forma desse artigo, pois acho que fiz perguntas sobre conceitos básicos do Direito que, como simples engenheiro, eu pensava que já sabia. E que muitos podem estar equivocados como eu, que pensava que sabia as respostas, pois achava que deveriam ser todas, um simples e sonoro “Não”.

    Dez “Nãos”, portanto.

    Vamos às perguntas?

    1. Um juiz, recebendo de um denunciante uma lista de suspeitos, pode simplesmente escolher “não investigar” as evidencias, alegando que elas “são difíceis de investigar?”

    2. Um promotor da área criminal, recebendo o oferecimento de uma empresa para fazer delação premiada, pode recusar a receber as denuncias e toda a vasta documentação que a acompanha?

    3. Em um mesmo processo, um Juiz pode determinar o sigilo para uma lista de suspeitos e a publicidade de gravações de pessoas públicas, como o presidente da Republica, que não são suspeitos?

    4. Um juiz pode mandar gravar e dar a publicar, em uma só rede de televisão, conversas entre um advogado e seus clientes?

    5. Um juiz pode negar aos advogados acesso a um processo, mas ao mesmo tempo dar para essa mesma rede de televisão, cópia integral do mesmo processo?

    6. Pode um Juiz determinar a condução coercitiva de alguém que não foi intimado e não se negou a dar depoimento, avisando à mesma rede de televisão o local da sua detenção, transbordo e destino final, favorecendo o aumento de audiência da empresa de comunicações e denegrindo a imagem pública do conduzido?

    7. Um promotor criminal poderia trabalhar na investigação de crime no qual seu cônjuge é indiciado?

    8. Um juiz, recebendo no processo a informação de que o promotor do caso que preside é casado com uma das principais suspeitas, poderia ter ignorado o fato e não ter determinado o afastamento do mesmo por suspeição, conforme pedido formal?

    9. Um juiz poderia despachar favoravelmente à petição desse promotor apontado como não isento por suspeição, para que não se permitisse o acesso da Polícia Federal às contas bancárias que teriam recebido remessas provenientes das contas abertas pela esposa desse mesmo promotor, quando esta era gerente da agencia bancária investigada?

    10. O doleiro que operacionalizou as remessas e confessou a autoria, poderia ter deixado de ser condenado no caso BANESTADO e agora receber o benefício da delação premiada na Operação Lava Jato?

    Essas dez perguntas parecem genéricas.

    Mas quem acompanha os casos Banestado e Lava Jato sabe que não são. Afinal quem acompanha os dois casos sabe que tanto o doleiro delator beneficiado, como o promotor federal suspeito de falta de isenção e o juiz federal dos dois casos, são exatamente as mesmas pessoas.

    Como engenheiro, experimentei calcular a probabilidade de que três pessoas quaisquer, nessas mesmas posições se encontrassem novamente em um mesmo caso.

    Fui buscar então saber quantos juízes e promotores federais existem no Brasil. A menos de que as informações que recebi de meu advogado estejam erradas, no Brasil existem aproximadamente 2000 juízes e 1100 promotores federais. E os delatores da Operação Lavajato, beneficiados com o perdão e diminuição da pena são até agora 12.

    Para obter a probabilidade da ocorrência de um fato com esses três condicionantes, ( mesmo Juiz, mesmo promotor e mesmo doleiro ) basta multiplicar o inverso desses três números.

    O resultado foi: uma vez, em cada 26 milhões de casos.

    Como eu não acredito em coincidências, mas apenas na Providência Divina, é que fiz essas dez perguntas ao meu advogado.

    Mas se algum outro advogado, algum do Conselho Federal da OAB, seu presidente Cláudio Lamachia, por exemplo, quiser responder, seria muito bom. Acho que essa seria uma das finalidades da OAB, inscrita nos seus estatutos.

    Aproveitando a oportunidade, o eminente causídico o Dr Lamachia, titular da conceituada empresa Lamachia e Advogados, de Porto Alegre, poderia responder a mais essas outras quatro perguntas:

    1. Pode um presidente da republica ter seu mandato cassado em processo de impeachment sem que contra ele exista crime de responsabilidade provado?

    2. Seria conveniente para o exercício, de agora em diante, da nobre profissão de advogado, que a Ordem dos Advogados do Brasil defendesse o impeachment de presidente da republica sem estar presente a condição de existir crime nessas condições?

    3. Seria essa a única e mais correta maneira de que os adversários do atual governo que ocupam cargos na OAB possam exercer o seu sagrado direito de usar todo seu saber jurídico para fazer valer suas opiniões políticas?

    4. Estaria o Dr Lamachia disposto a fazer à nobre classe dos advogados, que soma mais de 800 mil profissionais em todo o Brasil, uma Consulta Pública sobre o assunto? Ou seja uma consulta sobre como a OAB de Sobral Pinto e de tantos atos históricos em defesa da democracia deveria se posicionar nesse momento?

    5. Ou a impressão de que existiu uma aligeirada decisão política de sua direção nesse caso, deveria continuar a contaminar esse respeitado histórico de bons serviços prestados à nação e à Democracia?

    Fonte: Brasil 247

  • De acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a fiscalização de estabelecimentos suspeitos de utilização de mão de obra análoga à escravidão caiu quase 7 vezes nos primeiros seis meses de 2017.

    A média da última década é de 300 inspeções anuais. Neste ano foram fiscalizados apenas 44 estabelecimentos. O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) mostra que essa queda se deve ao brutal corte do orçamento.

    Segundo informações do Sinait, estavam previstos R$ 3,2 milhões, mas com os cortes foi destinado apenas R$ 1,4 milhão, menos da metade.

    “O corte no orçamento nos colocou num panorama em que, com todas as possibilidades de remanejamento que a secretaria de inspeção do trabalho tem, só se consegue trabalhar até o final do mês que vem", diz Carlos Silva, presidente do Sinait, ao G1.

    Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), responsabiliza o presidente ilegítimo Michel Temer pela degola na fiscalização ao trabalho escravo.

    “É um grave retrocesso nas políticas desenvolvidas nos últimos anos de combate ao trabalho escravo no país, além de ferir a Convenção 81 – sobre a inspeção do trabalho -, da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Precisamos refutar veementemente esse corte orçamentário a uma tarefa tão essencial”, diz. Além do que, o Brasil é signatário da Convenção 81.

    Conheça a Convenção 81, da OIT aqui.

    De acordo com a OIT existem mais de 21 milhões de seres humanos em trabalho análogo à escravidão no mundo, no Brasil mais de 150 mil.

    Frei Xavier Plassat, coordenador da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo da CPT, afirma ao Brasil de Fato que “para conseguir fazer essas fiscalizações nos anos passados, o grupo móvel central de Brasília foi auxiliado pela contribuição e participação das superintendências regionais do trabalho, aquelas representações do Ministério do Trabalho dos vários estados, e realizava até 60% das fiscalizações, esse ano elas não realizaram nem 30% porque são ainda mais impactadas pelo corte orçamentário”.

    Nunes cita o caso de uma juíza de Santa Catarina que absolveu um fazendeiro que utilizava mão de obra escrava, afirmando que ele estava fazendo um “benefício à sociedade” (leia aqui). Para ele, os impactos desse corte na fiscalização, “possibilitará de uma forma ainda mais abrangente o desrespeito às leis e aos direitos humanos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Brasil 247

     

  • O site Brasil 247 comentou editorial da revista Veja (que começa perder o status da mais panfletária do país para a IstoÉ), onde a publicação da editora Abril reconhece que o impeachment nao passará na votação do plenário da Câmara dos Deputados. A semanária de (des)informação aponta três pontos principais para a derrota iminente:

    1) O impeachment não passará na Câmara dos Deputados.

    2) Não há lisura no processo que vem sendo conduzido na casa.

    3) Eduardo Cunha abriu o processo por vingança, confirmando o que vem sendo dito tanto pela presidente Dilma Rousseff como pelo ministro José Eduardo Cardozo.

    Para a revista, "desmoralizado por propinas e contas secretas na Suíça, Cunha com sua presença, contamina a lisura do impeachment". E "faz parecer, como alegam petistas e sequazes, que a corrupção é apenas um pretexto para tirar Dilma do poder. Pior: deu ao governo a chance de alegar, com razão, que o processo de impeachment só foi instalado na Câmara por um ato de 'vingança' de Cunha. Brasília inteira sabe que, de fato, o deputado se revoltou com a recusa do PT em preservar seu pescoço da guilhotina na comissão de ética."

    Também afirma que "Cunha é o aliado errado. Se, por algum infortúnio, o impeachment de Dilma não prevalecer na Câmara, os políticos que aceitaram a aliança com Cunha talvez tenham algo a dizer aos milhões de cidadãos que lamentarão a derrota".

    O editorial da publicação da família Civita mostra que as forças democráticas e populares brasileiras unidas podem impulsionar o país para a frente e impedir qualquer retrocesso. Se os deputados querem mesmo ouvir a voz das ruas aí vai: "Não Vai Ter Golpe".

    Nem os discursos dos oposicionistas na Comissão do Impeachment na Câmara apresentam qualquer acusação de ilítico que se possa levar em conta contra a presidenta Dilma.

    Pesquisa mostra Lula em curva ascendente

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    No sábado (9), o Datafolha publicou uma pesquisa sobre a corrida presidencial, na qual o ex-presidente Lula mostra crescimento, espantoso para quem não acompanha o movimento popular que de umas semanas para cá tomou as ruas do país contra o golpe.

    Em todos os cenários Lula cresce e os três possíveis candidatos do PSDB caem. Com Aécio, Lula aparece me primeiro com 21% e o tucano com 17%. Quando o candidato do PSDB é Alckmin, Lula aparece com 22% em empate técnico com Marina que tem 23% das preferências no momento, mas a candidata aparece ou estagnada ou em queda.

    Virou piada na internet um ato falho do jornal Folha de S.Paulo onde diz que a candidata Marina "subiu" fortemente de 23% para 23%.

    No cenário 3, com Serra candidato do PSDB, Lula fica com a preferência de 22% das eleitoras e dos eleitoras, empatado com Marina. Já com os três tucanos na disputa a situação de Lula fiaca ainda melhor. O petista sai do empate técnico e aparece com 21%, enquanto Marina aparece em segundo lugar com 16%.

    A pesquisa, realizada entre os dias 7 e 8, mostra também queda de sete pontos percentuais, em menos de um mês, no apoio ao impeachment, eram 68% há três semanas e agora são 61%. Outro dado importante de se notar é que 40% dos pesquisados escolhem Lula como o melhor presidente da história do país.

    Parece que a força das ruas começa atingir à população brasileira e que a classe trabalhadora começa a entender o prejuízo que seria um golpe de Estado no país. 

    Portal CTB  com agências

     

  • A galera toda estará presente na noite de autógrafos do escritor pernambucano Urariano Mota, nesta sexta-feira (15), às 19h, na Livraria Saraiva, no Shopping Pátio Paulista (rua 13 de maio, 1.947, piso Paraíso), em São Paulo.

    A editora LiteraRua com a Saraiva traz o escritor para lançar o seu mais novo romance “A mais longa duração da juventude”. O tema promete repercussão. Já confirmaram presença ao lançamento a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Marianna Dias, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos e Nayara Souza, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), entre outras fundamentais lideranças da juventude. A ex-presidenta da UNE, Carina Vitral também garantiu presença. Agora só falta você confirmar.

    Autor de “Soledad no Recife” (2009) e “O filho renegado de Deus” (2013), “Urariano sabe como poucos mesclar memória e ficção. E de tal maneira as confunde na textura da escrita que, nela, o real vira imaginado, e o imaginado assume as formas do real. E o tempo funde as duas pontas do relato, entre o passado e o presente. Fundidos por uma reflexão fina, ligada – para dizer como se dizia há quase meio século – pela análise concreta de situações concretas”, escreve José Carlos Ruy no prefácio da obra.

    “Soledad no Recife” conta a tragédia de Soledad Barrett, mulher do cabo Anselmo – talvez o maior traidor da resistência à ditadura (1964-1985). Cabo Anselmo entregou para a polícia política a sua companheira grávida. Na narrativa de Mota sobra emoção e reflexão sobre a vida e a necessidade de se lutar pelo que se acredita.

    De acordo com os divulgadores, “A mais longa duração da juventude” apresenta “o espírito jovem e o sonho de um amanhã melhor está em cada palavra das mais de 300 páginas. Um convite aos jovens que hoje dão continuidade às lutas em defesa dos seus sonhos e de um país inclusive e que olhe por seu povo”.

    Além de escritor Urariano Mota é colunista do Portal Vermelho, do Brasil 247 e do Diário de Pernambuco. Também colabora como o Jornal GGN, do jornalista Luís Nassif. O lançamento deste livro vai com certeza esquentar ainda mais a noite calorenta desta sexta. Não perca!

    Leia mais

    O escritor pernambucano Urariano Mota lança romance sobre a juventude em São Paulo

    Serviço:

    Lançamento: “A mais longa duração da juventude”

    Onde: Livraria Saraiva, Shopping Pátio Paulista, Piso Paraíso, Rua 13 de Maio, 147

    Quando: Sexta-feira (15), às 19h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações de agências

  • Os golpistas já davam como favas contadas a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma. Mas o jogo começou a virar. Tanto que o ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer retornou a Brasília voando, com medo.

    Já na noite da sexta-feira (15), o deputado Waldir Maranhão, do Partido Progressista (PP), que há pouco tempo abandonou o governo Dilma, declarou voto contra o golpe e garantiu que leva consigo outros 12 deputados da legenda.

    Inclusive, o jornal Folha de S.Paulo fez matéria reconhecendo que hoje os golpístas não conseguem os votos necessários para aprovar o impeachment. Coisa que a nefasta revista Veja, já tinha reconhecido semana passada.

    A militância do Partido Socialista Brasileiro (PSB) também enviou um manifesto, que leva a assinatura de governadores e senadores do partido, pedindo para a bancada rever seu posicionamento a favor do impeachment.

    "O manifesto é o recado de que a militância não aceita compor governo com Michel Temer. A militância não foi ouvida pelo partido quando decidiu apoiar o impeachment de Dilma", afirma a advogada Fernanda Rosas Pires de Saboia, militante do PSB, que coordenou a coleta de assinaturas.

    Em encontro com Dilma, no Palácio do Planalto, o governador do Ceará, Camilo Santana, garantiu que a bancada cearense na Câmara fechou questão contra o impeachment e, dos 22 deputados, ao menos 17 já confirmaram voto contra o golpe.

    O senador Roberto Requião, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro do Paraná (PMDB-PR), afirma que o impeachment está "totalmente desmoralizado" e por isso 104 deputados deixaram Brasília, desligaram seus celulares e só pensam em retornar na terça-feira (19).

    A deputada Jandira Feghali afirma que o jogo mudou. "Nossa perspectiva melhorou. Muitos votos viraram, eles não terão 342 votos e nós vamos ganhar”. Ela ressaltou a importância da presença dos governadores que foram a Brasília conversar com suas bancadas estaduais, “para mostrar que a estabilidade é a manutenção da democracia”.

    Ouça Kleiton e Kledir "Vira, virou":

     

    Segundo o Brasil 247, ocorre uma verdadeira debandada de votos pró-golpe e por isso o Brasil amanheceu neste fim de semana ao som da canção Vira, Virou, da dupla Kleiton e Kledir. É um sussurro que se ouve em todos os cantos do país e que será entoado a plenos pulmões após a vitória da democracia:

    "Vou voltar na primavera
    E era tudo que eu queria
    Levo terra nova daqui
    Quero ver o passaredo
    Pelos portos de Lisboa
    Voa, voa que eu chego já

    Ai se alguém segura o leme
    Dessa nave incandescente
    Que incendeia minha vida
    Que era viajante lenta
    Tão faminta da alegria
    Hoje é porto de partida

    Ah! Vira virou
    Meu coração navegador
    Ah! Gira girou”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Será veiculada nesta sexta-feira (10), na RedeTV, no programa Mariana Godoy, a primeira entrevista em TV aberta da presidenta Dilma Rousseff, após quase 30 dias do seu afastamento do cargo para julgamento do processo do impeachment no Senado Federal. A entrevista foi gravada na última quarta-feira (8) no Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial da presidenta, e deve ser transmitida às 22h45 desta sexta.

    A apresentadora Mariana Godoy fez o anúncio da entrevista nas redes sociais. Ela publicou uma foto com Dilma Rousseff e anunciou o dia da exibição: "Nesta sexta tem Dilma Rousseff no #MarianaGodoyEntrevista. Para a gravação, ela mesma fez maquiagem e cabelo", brincou.

    Desde o seu afastamento, a presidenta Dilma tem usado com frequência as redes sociais para divulgar as atividades que tem participado, a maioria delas, organizadas por intelectuais, artistas, entidades representante da sociedade civil e movimentos sociais. Os atos ganham cada dia mais força na luta contra o golpe.

    Mesmo que estes grandes eventos não estejam sendo divulgados pela grande mídia, tanto as redes, como as atividades são um espaço que a presidenta eleita tem para denunciar o golpe em curso, forjado entre integrantes do PMDB, como o próprio vice Michel Temer e Eduardo Cunha que juntamente com a oposição derrotada nas urnas em 2014 tentam retira-la da Presidência do Brasil.

    Afastada também pela grande midia no Brasil, a presidenta eleita tem utilizado esses espaços para falar com a população, desmentir falsas acusações sobre ela e seu governo, informar os dados corretos e criticar medidas escandalosas ligadas à gestão do presidente interino Michel Temer.

    Entrevistas

    Dilma Rousseff também concedeu entrevista ao jornalista Luís Nassif no programa da TV Brasil que foi exibida na noite desta quinta-feira (9). A rede é ligada à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

    Após ser afastada, a primeira entrevista concedida por Dilma foi ao jornalista Gleen Greenwald, do site de notícias The Intercept e também com com a emissora internacional Al Jazeera. Depois ela falou com a imprensa nacional, foi entrevistada pelo jornal conservador Folha de São Paulo e nesta semana falou com os editores do portal Brasil 247 e com a revista Carta Capital.

    Na maioria das entrevistas a presidenta trata dos mesmos temas. Denuncia o golpe contra o governo dela, defende a democracia, fala sobre a crise econômica mundial e seus reflexos no Brasil, critica o autoritarismo e a traição de seu vice Michel Temer em conluio com a oposição, Eduardo Cunha e a mídia. Responde às manifestação de apoio e solidariedade que vem recebendo da população nos mais diversos lugares do país, ressalta o seu otimismo diante do seu julgamento de impeachment no Senado e em sua última entrevista fez questão de afirmar a sua defesa que se faça uma consulta ao povo para repacturar o país.

    Fonte: Portal Vermelho, Eliz Brandão

  • Nesta quinta-feira (14), a partir das 19 horas, haverá o pré-lançamento do livro A Mais Longa Duração da Juventude, de Urariano Mota, à Rua Rego Freitas, 192, centro de São Paulo.

    Urariano Mota é o escritor e jornalista que colabora com veículos da imprensa nacional e lusófona. Colunista do Portal Vermelho e do Brasil 247, colabora com o Jornal GGN e publica quinzenalmente no Diário de Pernambuco.

    Entre suas obras literárias, destacam-se “Soledad no Recife” (Editora Boitempo, 2009) e “O filho renegado de Deus” (Bertrand Brasil, 2013).

    Em “Soledad no Recife”, o escritor recria os últimos dias de Soledad Barrett, a mulher do cabo Anselmo, que o agente infiltrado entregou para a morte no Recife em 1973, em plena ditadura militar. É uma novela de referência sobre o terror de Estado no Brasil.

    Em “O filho renegado de Deus”, o autor percorre a formação da infância no Recife dos pobres, dos moradores de beco. Esse romance lhe deu o primeiro lugar do Prêmio Guavira 2014.

    Abordagem ambiciosa

    Agora, com “A mais longa duração da juventude” (LiteraRUA, 2017), o escritor faz uma intersecção precisa e emocionante do tempo literário e político: o amor, a militância e o sexo em uma memória histórica que vai de 1970 a 2017. Neste romance, a imortalidade é construída na rebeldia que resiste.

    “E porque somos agentes da duração, a nossa vida é a resistência ao fugaz. Nós só vivemos enquanto resistimos. Nós alcançamos a imortalidade, isto é, o que transcende a sobrevivência ao breve, porque a imortalidade não é a permanência de matusaléns decrépitos. Nós só a alcançamos pelo que foi mortal, mortal, e sempre mortal não morreu.” (A mais longa duração da juventude, Urariano Mota, LiteraRUA, SP, 2017)

    A luta dos adolescentes e jovens adultos por um mundo melhor e mais justo - e os traumas que podem ocorrer a partir dessa ousadia - são o pano de fundo abordado pelo jornalista neste livro.
    A obra é um retorno a memórias do pós-ditadura, mas, ao mesmo tempo, traz uma ponte para o futuro ao relacionar a militância de esquerda dos anos 1960 ao protesto dos estudantes brasileiros na atualidade. “Tenho que contar essa história, senão isso vai ficar perdido. Certas coisas não vão ser ditas se você não falar”, afirma Urariano ao Diario de Pernambuco.

    O autor dos romances Os corações futuristas, Soledad no Recife e O filho renegado de Deus, além de Dicionário amoroso do Recife, pontua que o romance, segundo ele, o mais ambicioso de sua trajetória, foi detonado a partir da morte de um amigo querido, o escritor, jornalista e militante comunista Marco Albertim. “A primeira coisa a destacar é a seguinte: eu não procurei escrever somente sobre a ditadura. Quando eu estava indo visitar pensões onde morei, vi uma passeata de adolescentes protestando com bandeiras por uma educação melhor. Foi quando me ocorreu o fato de que havia uma duração mais longa da juventude. Quem esteve na clandestinidade e foi ao limite da entrega da propria vida está nesses jovens das ocupações de escolas e universidades”.

    A partir desta sensação de eterno retorno, Urariano traz uma apropriação e reflexão muito pessoal sobre passagens vividas por quem ainda começava a vida na época da ditadura, assim como ele. “A trama do romance, escrito em primeira pessoa, começa a partir de um personagem que encontra o narrador, de posse de um LP de Ella Fitzgerald, em frente ao Cinema São Luiz. A militância desses jovens do pós-1964, assim como a vida sexual e afetiva deles, são abordadas no livro. Ao longo da obra, ele procura retomar essas vidas, vai de novo aos abrigos onde morou e percebe uma relação com os jovens de hoje”. Personagens presentes em outros títulos, como a paraguaia Soledad Barrett, voltam a ser citados com novos fatos de sua vida. A filha única dela, Ñasaindy Barrett, também entra no romance como personagem.

    A intensidade dessas experiências que borram e transbordam os limites entre ficção e memória são, segundo Urariano, motor para sua criação. O impacto da história de Soledad Barrett, por exemplo, morta enquanto estava grávida pelo próprio marido, o Cabo Anselmo, é um dos exemplos. “Achava necessário tirar um trauma de juventude. Quando se escreve um romance, ele é um fruto de sua experiência de vida. No momento da narração, descubro verdades desconhecidas para mim. O escritor irlandês Bernard Shaw dizia assim: ‘a melhor forma de mentir é contar a verdade’. Não percebemos o quanto a vida é curta, mas ela é uma coisa muito séria. Não podemos apenas brincar de viver”.

    A versão eletrônica pode ser adquirida na internet. Já a o livro físico estará disponível no lançamento.

    Leia um trecho da obra em primeira mão:

    I wonder why. Eu não sei por quê, não entendo qualquer motivo ou razão, inclusive a mais absurda, eu não sei por que acabo de comprar um disco de Ella Fitzgerald, o long-play Ella, de 1969. Eu não tenho nem mesmo um toca-discos para ouvi-la. Mas que felicidade dá nos lábios, feito um menino com um chocolate que não poderá comer, mas ainda assim feliz pelo cheiro e textura do chocolate. É inexplicável que eu esteja feliz quando encontro Luiz do Carmo em frente ao Cine São Luiz, que ao me ver exibindo a capa de Ella, pergunta:

    - Você tem vitrola para ouvir o disco?

    - Eu não tenho, mas quando tiver uma, já tenho Ella Fitzgerald.

    Na hora, estamos com 19 anos, não temos ainda a maturidade da expressão verbal para o sentimento, apenas possuímos uma timidez que atrapalha até o pensamento em silêncio. O que não disse ali é isto: quero ter Ella comigo, acariciar a sua capa (que pobreza, meu Deus, dói até a lembrança neste instante). Quero antegozar a sua voz, a doçura que apenas ouvi por segundos e me derrubou num encanto, lá na Aky Discos. Quero prelibar a sua canção, encontrando-a junto a meu peito. Por quê, I wonder why? Porque, uma simplificação diria, quando o detalhe material do toca-discos chegar, eu já estarei com o disco ideal para o suporte da mercadoria. Ou num paradoxo, se o toca-discos é inacessível, eu tenho o disco de Ella, que não posso ouvir. Mas imaginá-lo, posso. Então acaricio feliz o potencial do que virá, ou viria, ou nunca, que importa, tenho Ella com a mesma certeza do apostador que vai à loja de roupas antes de comprar um bilhete na loteria.

    Leia a apresentação do romance:

    Um sonho que a repressão não destrói

    Por José Carlos Ruy

    Um dia desses, conversando com minha filha, uma moça de 21 anos que estuda Letras, ela me falava, contrariada, de tantas moças e rapazes (e movimentos e artistas “jovens”) que parecem envelhecidos pela recusa a correr riscos, e pela vontade de ter todas as garantias e segurança que a sociedade oferece. São jovens na idade, mas não no coração, dizia ela.

    Esta lembrança me ocorre no momento em que escrevo a “apresentação” a este livro extraordinário a que Urariano Mota deu um título preciso: A mais longa duração da juventude. Um relato ficcional amplamente ancorado na memória dos jovens que, por volta de 1970, resistiam à ditadura no Recife, como tantos outros Brasil afora. E traziam inscrito em sua bandeira, com letras de um vermelho flamejante: “revolução e sexo”. Nesta ordem, adverte Urariano.

    Rapazes e moças que, por volta de seus vinte anos, viviam às voltas com as agruras da luta política e revolucionária, e os ardores do sexo que despertava. Agruras e ardores narrados com a precisão de acontecimentos “de ontem”, que continuam presentes, quase meio século depois, com a mesma e intensa realidade do brilho das estrelas de que conhecemos somente a luz que cruzou milhares de anos-luz, estrelas que talvez nem existam mais no momento em que sua imagem nos alcança.

    A luz dessas estrelas é semelhante ao sonho que, hoje, meio século mais tarde, aqueles jovens ainda sonham mesmo que seus corpos já não tenham a força dos vinte anos. Mas o viço e o vigor do sonho permanecem. E fazem mais longa a duração da juventude.

    Urariano Mota sabe do que trata. Autor de tantos livros, entre os quais se destacam Soledad no Recife (2009) e O filho renegado de Deus (2013), tecidos com o relato do vivido e do trágico (sobretudo Soledad no Recife) junto com o imaginado (como em O filho renegado de Deus) Urariano sabe como poucos mesclar memória e ficção. E de tal maneira as confunde na textura da escrita que, nela, o real vira imaginado, e o imaginado assume as formas do real. E o tempo funde as duas pontas do relato, entre o passado e o presente. Fundidos por uma reflexão fina, ligada – para dizer como se dizia há quase meio século – pela análise concreta de situações concretas.

    Não é filosofia, quer Urariano. Mas é reflexão fina, humanamente fina e que tem o dom de trazer à vida, com seus matizes, os debates com que aqueles jovens de esquerda, revolucionários, desenhavam seu futuro, o futuro de todos, do país e da humanidade.

    Sonho que levou o garoto de 1969 a comprar um disco de Ella Fitzgerald onde poderia ouvir I wonder why, se tivesse vitrola (palavra antiga para toca-discos, também antiquada no tempo dos igualmente em superação cd players). Não importa que não tivesse! Teria, um dia, e ouviria a cantora cuja voz amava. Sonho semelhante ao que tantos anos depois, quando já não existia a ameaça da repressão ditatorial, queria uma bandeira do Partido Comunista do Brasil para envolver o caixão do amigo morto.

    Sonho de abnegação, igualdade, de liberdade, de justiça para todos, de desapego perante os bens materiais e construção de um mundo novo, socialista.

    Sonho embargado pela memória cruel da sordidez da delação do infame Cabo Anselmo, que levou Soledad e tantos outros à morte na tortura ou pelas balas da repressão da ditadura.
    Nesta permanência da juventude não há, como há em Goethe, nenhum pacto com o demônio, como aquele pelo qual o poeta buscou a garantia da juventude permanente.

    Não. Há o sonho fincado na herança Marx, Engels, Lênin, Mao Tse Tung, Ho Chi Minh, Che Guevara e tantos outros. Povoado por Turguêniev, Dostoievski, Tolstoi, Proust, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Manoel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e também tantos outros.
    “Eu não sou um velho. Aliás, nós não somos velhos”, diz um diálogo neste livro maravilhoso. “Eu sei. O tesão de mudar o mundo continua”.

    É o resumo escrito, lembrado, do sonho. Sonho que os jovens de meio século atrás ainda sonham. Como Vargas, Zacarelli, Luíz do Carmo, Nelinha, Alberto, Soledad, a turma toda.

    Este é um livro que une, com a arte da memória, 1970 e 2016 – se fosse possível fixar parâmetros tão fixos... É um livro que olha o passado não pelo retrovisor que encara o acontecido faz tanto tempo. É um livro que faz do passado os faróis que iluminam o caminho do futuro. E reduz a distância no tempo revivendo, tanto tempo depois, a mesma luta que uniu, e une, tanta gente.
    Um sonho contra o qual a barbárie e a estupidez dos cabos anselmos da repressão da ditadura foi impotente. E não o destruiu. E que é a senha para a mais longa duração da juventude.

    Fonte: Fundação Maurício Grabois

  • Uma boa notícia na véspera do grande ato “Fora Temer”, promovido pela Frente Povo Sem Medo, com ampla participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB): a presidenta Dilma ganhou direito de resposta contra a revista IstoÉ.

    A Justiça Cível de Brasília, concedeu direito de resposta para a presidenta Dilma contra o ataque misógino (ódio às mulheres) feita pela revista IstoÉ em 1º de abril (Dia da Mentira) com a chamada de capa “as explosões nervosas da presidente” (saiba mais aqui), informa o Portal Vermelho.

    A juíza  Débora Bergamasco afirma que o direito à informação “tem que ser guiado pela veracidade do conteúdo publicado”. Para ela, “o direito de resposta é pautado tanto pela ampla defesa quanto pelo direito público à informação verídica”.

    Dilma afirma que quando a mídia “distorce ou inventa fatos e ofende pessoalmente aqueles que acusa, incorre em crime contra a honra e, no limite, contra o Estado Democrático de Direito”.

    “Essa vitória não é apenas da presidenta Dilma contra uma agressão sofrida por um meio de comunicação que fez reportagem escondendo-se em supostas fontes que ninguém sabe quem são”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    “É uma importante vitória de todas as brasileiras atingidas em cheio por essa matéria carregada de rancor e ódio às mulheres”, complementa. “Espero que consigamos também desmitificar outras matérias tipo a “bela, recatada e do lar” (leia mais aqui).

    Os advogados da presidenta pretendem mover outras ações contra a revista IstoÉ, por novas publicações consideradas ofensivas contra a honra de Dilma e da família da presidenta, que foram alvo de duas outras reportagens publicadas em julho. Utilizando-se de ilações e factoides, a revista disse que a família de Dilma teria recebido ilegalmente segurança e carros, no que consistira um abuso.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP diz que “o direito de resposta deveria ter sido concedido já na semana seguinte à publicação infame”. Para ela, “nesses casos de ataque à honra de pessoas pela mídia a Justiça deveria agir com maior rapidez e rigidez”.

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    A presidenta Dilma reforça que o direito de resposta concedido pela Justiça não é uma vitória apenas dela, mas de toda a sociedade brasileira. Ângela Meyer, diretora de Comunicação da União da Juventude Socialista de São Paulo defende uma nova lei de mídia para coibir "ataques sem provas a pessoas".

    “Desde que assumiu o governo em janeiro de 2011, Dilma vem sofrendo ataques misóginos de uma imprensa sem nenhum compromisso com os fatos”, afirma Meyer. “E é uma luta desigual, pois a comunicação, no Brasil está nas mãos de meia dúzia de famílias, que monopolizam e desinformam a sociedade. Isso tem que mudar”.

    “A ‘reportagem’ de capa desta revista me ofende, sem dúvida, por me atribuir comportamento que não condiz com minha atitude pessoal e meu temperamento”, afirma Dilma, mas “estende a agressão a todas as mulheres brasileiras, guerreiras que, no seu dia a dia”.

    Já Pereira diz que a Justiça agora deve fiscalizar a consecução desse direito de resposta. “Como diz a sentença da juíza, a resposta tem que ter o mesmo espaço e a mesma publicidade do ataque sofrido pela presidenta”.

    Importante também ressaltar que a presidenta garante ao Brasil 247 que em sua volta ao governo pretende encaminhar um plebiscito sobre novas eleições para a Presidência da República, além de revogar todos os atos com retiradas de direitos feitos pelo desgoverno Temer.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy 

  • O lobista que atuou no esquema de desvios da merenda escolar em São Paulo, Marcel Ferreira Julio afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), era destinatário de parte da propina. Marcel fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público, homologado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na terça-feira (5).

    Marcel afirmou ter tratado dos pagamentos com dois ex-assessores de Capez, Jéter Rodrigues e Merivaldo dos Santos, além de Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, ainda auxiliar do tucano e muito próximo dele.

    Os servidores disseram a Marcel, segundo a delação, que a propina era destinada para fins eleitorais. O contato entre o lobista da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) e a equipe do tucano aconteceu na época das eleições de 2014, quando Capez foi o deputado estadual mais votado do Estado.

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    O depoimento de Marcel, filho do ex-deputado Leonel Julio, também investigado pela Operação Alba Branca, era o mais esperado, pois ele é visto como o elo entre a cooperativa e os políticos. O lobista se apresentou à polícia na semana passada depois de ficar mais de dois meses foragido.

    Em nota, o deputado Fernando Capez afirmou nesta quinta (7) que foi inserido "cunho político eleitoral" na Operação Alba Branca, enquanto a "apuração legítima e isenta" da Corregedoria-Geral da Administração, ligada ao governo do estado, "demonstrou que não houve fraude nos contratos com a Secretaria Estadual da Educação".

    Fonte: Brasil 247