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Dom, Jul

Assembleia Legislativa de São Paulo

  • A Cachoeira das Andorinhas , no Vale do Ribeira, é uma das belezas naturais que serão exploradas

    A mídia burguesa quase não publicou, mas na terça-feira (7), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei (PL) 249/2013, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que libera 25 parques estaduais à iniciativa privada, por um prazo de 30 anos.

    Com o costumeiro autoritarismo, o governador e seus aliados não consultaram as comunidades indígenas e quilombolas, residentes em alguns desses parques. “É um verdadeiro atentado à natureza e às populações tradicionais, que tiram sua subsistência dessas regiões”, afirma Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Na prática o que esse projeto propõe é que essas áreas passem a ser exploradas por empresas que deverão cobrar ingressos da população que quiser ter acesso a esses locais. Fora isso, as áreas de manejo poderão ser exploradas de outras formas o que pode comprometer o equilíbrio ambiental da região", afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB).

    Até a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias reconhece que "é possível ter cobrança de tarifa se isso ficar claro em um estudo, mas esse não é o objetivo. E mesmo em situações com cobrança de tarifa, o que se faz é regras para isenções para quem mora na região ou para quem é do município”.

    caverna do diabo eldorado

    Nem a famosa Caverna do Diabo escapa

    Rovaris diz que “é mais um projeto movido pela sanha capitalista, que não respeita absolutamente nada. Põe o lucro acima de tudo”. Para ele, “entregar à iniciativa privada áreas de conservação é contra qualquer atitude de bom senso. Significa apenas o começo de destruição que os neoliberais pretendem fazer”.

    A coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental, Raquel Pasinato, diz que as comunidades que, segundo ela, “já são parte da região”, não foram consultadas e podem ficar sem ter onde morar. Cinco áreas de conservação localizam-se no Vale do Ribeira e afetam várias comunidades.

    trilha Parque Estadual da Cantareira

    Trilha do Parque Estadual da Cantareira faz parte da lista privatista

    Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) diz que “agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”.

    A deputada estadual Marcia Lia (PT) reclama que “ninguém se dignou a chamar os ambientalistas” para debater sobre o PL. "Entendemos que aquela população que vive nesses parques, os caiçaras, os quilombolas, as populações ribeirinhas, os indígenas, enfim, toda essa população que vive há muitos anos nesses espaços será prejudicada”.

    David Martim, líder indígena da Aldeia Jaraguá, que fica no parque estadual de mesmo nome, também objeto da privatização, vê no projeto uma ameaça a anos de esforços pelo reconhecimento das terras indígenas. "Para nós, indígenas, nossa terra é a nossa casa", diz. Das três aldeias que formam o complexo tradicional, no Jaraguá, duas ainda aguardam demarcação.

    Abaixo a lista completa dos parques que serão privatizados:

    PE Campos do Jordão
    PPE Cantareira
    PE Intervales
    PE Turístico do Alto Ribeira
    PE Caverna do Diabo
    PE Serra do Mar (Núcleo Santa Virginia)
    PE Serra do Mar (Núcleo São Paulo)
    PE Jaraguá
    PE Carlos Botelho
    PE Morro do Diabo
    PE Ilha do Cardoso
    PE de Ilha Bela
    PE Alberto Löfgren
    Caminho do Mar
    Estação Experimental de Araraquara
    Estação Experimental de Assis
    Estação Experimental de Itapeva
    Estação Experimental de Mogi Guaçu
    Estação Experimental de Itirapina
    Floresta Estadual de Águas de Santa Bárbara
    Floresta Estadual de Angatuba
    Floresta Estadual de Batatais
    Floresta Estadual de Cajuru
    Floresta Estadual de Pederneiras
    Floresta Estadual de Piraju

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual, Portal Vermelho, Folha de S.Paulo e G1

  • Aos gritos de “estamos na rua, ô Geraldo a culpa é sua”, nesta quarta-feira (4), estudantes de diversas regiões da Grande São Paulo foram à Assembleia Legislativa (Alesp) levar apoio aos secundaristas que ocupam a Alesp desde ontem à tarde (leia aqui também).

    A manifestação começou às 14h em frente à Alesp com a participação de dezenas de jovens representando entidades do movimento estudantil e social. “Cadê a Justiça? A merenda tá na conta da Suíça”, gritavam porque a polícia militar bloqueou os acessos e impediu os manifestantes de entrar.

    Também gritavam a todo o momento “ocupar e resistir”. Palavras de ordem que vêm desde o ano passado nas cerca de 200 ocupações de escolas feitas contra a “reorganização escolar”.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) levou toda sua solidariedade aos estudantes que defendem a  instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda (leia mais aqui).

    Paulo Nobre, secretário-geral da CTB-SP foi um dos representantes da central na doação de alimentos e materiais de higiene pessoal.

    O secretário de Políticas Sociais da CTB nacional, Carlos Rogério Nunes disse que “a CTB apoia integralmente este justo movimento da luta do povo pela valorização da educação pública".

    E reafirmou o compromisso da CTB com "a transparência e rigorosa investigação de toda e qualquer acusação de fraude, principalmente quando envolve alimentação de crianças e jovens”.

    rogerio ato alesp estudantes

    “Já não basta as acusações de corrupção nas verbas do Metrô e trens do estado, agora estão roubando a merenda das crianças e os deputados não querem investigar, causa indignação profunda em qualquer pessoa que almeje umfuturo com mais Justiça, solidariedade humana e igualdade de direitos”, disse Nobre.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da central em São Paulo afirmou que “não querem investir em educação pública porque não querem que os filhos dos pobres estudem”.

    Emerson Santos, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, um dos ocupantes da Alesp, disse que o clima lá dentro estava tenso, mas um grupo de deputados os acompaha permanentemente para garantir-lhes a segurança. "Sempre paira a ameaça de a tropa de choque entrar e nso tirar daqui sem diálogo", falou.

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    Estudantes reivindicam merenda e Geraldo Alckmin manda a tropa de choque

    O advogado Victor Henrique Grampa, presidente da Comissão de Direito Educacional e Políticas Públicas de Educação da Organização dos Advogados do Brasil, de São Paulo, disse em vídeo que ainda não havia nenhuma ordem de reintegração de posse até aquele momento.

    “Mesmo que eles queiram reintegrar, eles têm que fazer isso dentro do Estado Democrático de Direito. E a gente ainda está no Estado Democrático de Direito e ninguém vai atropelar isso”, disse.

    Ele explicou que existem muitos adolescentes dentro da Alesp e, por isso, é preciso ouvir o Ministério Público e o Conselho Tutelar. “Não é de qualquer forma que se faz as coisas”, afirmou.

    O ator Pascoal da Conceição, o popular Professor Abobrinha do programa infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”, solidarizou-se com os jovens e criticou a atitude do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB).

    “Jovens trazendo a educação para a linha de frente e o governo paulista mandando a polícia, é abominável”. Para Pascoal, “estão usando a tática da superação, uma tática nazista para vencer pelo cansaço e pelo terror”.

    Dos 94 deputados, apenas 25 assinaram o pedido de CPI da Merenda. “faltam sete para o pedido poder ir adiante”, explica a deputada Leci Brandão (PCdoB). Carlos Giannazi, do PSOL teve uma conversa com Capez, que contou ter pedido a reintegração de posse.

    Veja a disposição dos estudantes:

     

    “A Alesp é um puxadinho do governo estadual”, disse. Enquanto Leci falava do dilema de ver que essas “crianças estavam aqui com fome e com sede, com tudo desligado e proibida a entrada de comida e água, tivemos que trazer alimento para eles. Essa luta é pela educação e deve ser motivo de orgulho para toda a sociedade”.

    Os jovens levaram barracas e ergueram acampamento também do lado de fora da Assembleia e garantem permanecer ali até a CPI ser instaurada. “Não arredaremos pé porque defendemos um direito de todos que é o de uma alimentação adequada e uma educação de qualidade”, afirmou Emerson.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Érika Ceconi

  • As aulas das escolas particulares da cidade de São Paulo começaram na rua nesta quarta-feira (23). As educadoras e os educadores da rede privada de ensino de São Paulo paralisaram as atividades por causa da intransigência patronal na negociação da convenção coletiva. 

    O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), convoca assembleia em sua sede às 14h e uma manifestação no vão do Masp, na avenida Paulista, às 16h. “A greve começa forte na capital e deve se estender para todo o estado”, afirma Paulo José Nobre, secretário-geral da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp).

    A Fepesp informa que a convenção coletiva está na Justiça, em processo de dissídio e reafirma a importância de uma mobilização forte para "destravar a negociação". De acordo com Nobre, a mobilização dos docentes das escolas particulares acontece em todo o estado e deve crescer. “Estamos juntos na mesma luta para barrar a ofensiva dos patrões contra conquistas históricas da categoria, por causa da reforma trabalhista”.

    Nobre, que também é secretário-geral da CTB-SP, conta que os patrões endurecem as negociações em três pontos importantes para a categoria. “Os patrões querem diminuir o recesso escolar de 30 dias, passar de 24 para 36 meses o direito de os profissionais adquirirem a garantia de salário e emprego e querem diminuir de dois para um filho com direito à gratuidade na escola onde o docente trabalha”.

    A greve iniciou nesta quarta-feira, na capital, na região do ABC paulista, em Osasco e em Santos, no litoral. Para os dirigentes do Sinpro-SP, a mobilização está bastante positiva. "Os patrões é que recusam as propostas de conciliação que fazemos", acentua Nobre.

    “Eles se baseiam na reforma trabalhista e com isso pretendem retirar conquistas importantes da categoria que vigoram nas convenções coletivas desde 1996”, diz. Por isso, “precisamos resistir à implantação da reforma trabalhista agora, antes que seja tarde”.

    O Sinpro-SP convoca ainda as professoras e professores a participarem nesta quinta-feira (24) de uma audiência pública para discutir o tema na Assembleia Legislativa de São Paulo, às 19h.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Liderados pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), dezenas de jovens acamparam na noite da terça-feira (13) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para forçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda “a investigar pra valer e punir os responsáveis pelo desvio da merenda escolar no estado”, diz Emerson Santos, o Catatau, presidente da Upes.

    A CPI da Merenda só foi instalada após muita pressão dos estudantes (leia mais aqui). Nesta quarta-feira (14), O depoimento mais aguardado é do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), acusado por diversos delatores de ser o principal beneficiário do esquema (saiba mais aqui).

    Acompanhe o que disse Fernando Capez à CPI da Merenda 

    Em seu depoimento, Capez nega todas as acusações. “Jamais interferi por ninguém. Nunca conversei com o Padula (Fernando, ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, também acusado) na minha vida”, jurando inocência.

    “Muitas reuniões da CPI têm acontecido a portas fechadas e isso não pode mais ocorrer. Quem não deve não teme, mas quem é acusado de desvios de dinheiro público deve explicações para a sociedade, ainda mais sobre algo tão grave como tirar comida de crianças”, afirma Catatau.

    acampamento alesp upes cpi merenda

    Crédito: Jornalistas Livres

    A reunião começou às 10h. Cerca de 25 estudantes conseguiram entrar para acompanhar, mas não sem repressão policial antes de serem autorizados. Ao menos dois foram detidos, denuncia a Mídia Ninja, com vários feridos. Inclusive um jovem com menos de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, conta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Veja ação da PM do governador Geraldo Alckmin  

    Por isso, “estamos acompanhando todos os passos desta CPI para não acabar em pizza”, afirma Catatau. “Alguém tem que punir os ladrões da merenda, porque não permitiremos que enganem a sociedade e os estudantes paulistas fiquem sem merenda por causa de falcatruas”. A palavar de ordem da Upes é "resistir e ocupar até a punição dos ladrões da merenda".

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    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Cadê a merenda de nossas crianças, Geraldo Alckmin?

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto destaque: Pedro Lopes, Mídia Ninja

  • Dia 3 de maio de 2017, completou um ano da ocupação do maior parlamento brasileiro, a Alesp. Ao ocuparmos a Assembleia Legislativa de São Paulo, consolidamos a maior ação de combate à corrupção da história do movimento estudantil, enfrentando diretamente os escândalos de corrupção do governo do estado de São Paulo ligados ao roubo da merenda escolar.

    A pauta era única e muito objetiva: a instalação da CPI da merenda. Não era possível aceitarmos a ideia da existência de ladrões de merenda em um dos maiores e mais ricos estados da federação. A indignação foi tamanha à crueldade que é tirar comida da boca de crianças e jovens estudantes da escola pública paulista. Era preciso radicalizar.

    Mergulhados em uma conjuntura nacional muito conturbada, marcada por uma série de manifestações pró e contra governo, parecia impossível acreditar que os estudantes voltariam a ocupar de forma tão radical, em tão curto espaço de tempo, e que a partir dali eclodiria a segunda onda de ocupações secundaristas. Desta vez de caráter essencialmente democrático e contra a PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio proposta pelo governo Temer.

    Meses anteriores, ainda no final de 2015, abríamos alas para a primavera secundarista, ao ocuparmos mais de 200 escolas contra o projeto de reorganização do Alckmin e a sua tentativa de fechamento das escolas.

    O ano de 2016, quando o Ministério Público deflagra a Operação Alba Branca, ainda sob o calor das ocupações do final do ano anterior, somado a falta de merenda nas escolas técnicas, ocupamos o Centro Paula Souza que desencadeou em 15 ocupações em escolas técnicas paulistas que dentre suas pautas, carregava a bandeira da CPI da Merenda.

    Nesse contexto, acontece o 18° Congresso da Upes em que estudantes ao eleger a nova direção da entidade, elegem como mote principal da luta estudantil, a luta pela punição dos ladrões de merenda. Três dias depois, ocupamos a Alesp.

    “ Foram quatro dias de ousadia, resistência e luta. Pela primeira vez na história da Alesp e do estado de São Paulo o povo se viu representado neste importante espaço”. Escrevíamos ali, mais uma página da história de luta e conquista dos estudantes e a educação.

    A partir dali, a ocupação não era mais nossa. Professores, pais, artistas, movimentos sociais e gente de todo lugar assumiram esta luta.

    As noites mal dormidas sob a luz de centenas de refletores e um ar condicionado muito gelado, era reconfortada ao som das batucadas e dos gritos de apoios dos lutadores e lutadoras que acamparam em frente a Assembleia. Não estávamos sozinhos.

    Artistas de todos lugares vieram nos alegrar, trazer cultura, música, poesia, mensagem de luta e esperança. Em especial recordamos de Chico César, que compõe a música “Mel da Mocidade” para homenagear a luta dos estudantes. Também, fazemos referência ao ator Gero Camilo, que mais tarde montaria sua peça “Razão Social” que tem toda a sua abertura com o jogral que realizamos ao sair da Ocupação.

    Foram dias oscilando entre momentos de tensão, estresse e muitas dificuldades, mas também de alegrias, aprendizado e companheirismo.

    Simulamos nós deputados e o que defenderíamos para o nosso povo. Éramos nós o povo. Pela primeira vez ocupando a nossa casa. Resistimos, mas brilhamos também, com o “Alesp Fashion Week” Brilhar e Resistir (desfile de cobertores).

    Vinte sete dias depois é instalada a CPI da Merenda.

    Uma história que sua grandiosidade não termina em seu feito, o de ocupar. Mas sobre tudo no processo de luta e resistência construído durante quase um ano.

    Poucos falam disso. Mas a verdade é que esta foi a CPI, talvez a única da história do parlamento paulista, em que os estudantes e o povo acompanhou. Foram 22 sessões da CPI em que a nossa presença fez todo a diferença.

    Já no primeiro dia de sessão, tivemos que lutar para garantir que as sessões fossem abertas. Queriam impedir que os estudantes acompanhassem a CPI.

    O dia mais esperado por nós, o depoimento do principal político citado na operação, Fernando Capez, o então presidente da ALESP, foi marcado mais uma vez pela truculência de uma PM a mando do presidente da comissão e desta casa. A noite anterior havíamos acampado em frente ALESP ansiosos por ocuparmos as cadeiras de todo plenário. Fomos recebido com as portas fechadas. Gás de pimenta e cassetete. O sangue de um secundarista foi derramado. Mancharam de sangue a CPI da Merenda.

    No último dia de sessão, 13 de dezembro, o resultado final do relatório, não para nossa surpresa, resulta em zero políticos sentenciados e dois estudantes detidos. Afinal, com uma comissão formada totalmente pela base de apoio do governo e do mesmo partido do principal apontado, Capez, não era de se esperar muito.

    Apesar da não punição dos ladrões de merenda, o que fica é uma verdade inabalável: ao lado do povo, fomos responsáveis por desmontar uma organização criminosa, um escândalo de corrupção, a maior máfia da merenda.

    Rompemos com a blindagem midiática que sempre isentou Alckmin e seu partido das corrupções e escândalos que estiveram e estão envolvidos. Foram obrigados a noticiar e transmitir a nossa luta.

    Provocamos uma discussão nacional a cerca da merenda escolar e recolocamos novamente no centro da sociedade o debate da escola pública. Quatro dias que se tornaram reportagem por mais de trinta minutos na rede globo, filmes, documentários, vídeos, entrevistas, por todos lugares. Tornaram - se peças, músicas e estudos de doutorado.

    Nunca antes da história, o nome “secundarista” foi tão popularmente conhecido. E o quanto que se tornou sinônimo de luta e ocupação.

    Fomos visto e ouvidos. Talvez não tenhamos dimensão do lastro e do legado social. Talvez ainda não tenhamos nem caído a ficha da grandiosidade destes dias e desta luta.

    Só assumimos, com responsabilidade, a luta do nosso tempo. Unidade, coletividade e um objetivo comum nos fizeram chegar até aqui. Demonstramos força. Não desistimos. Ecoamos ao Brasil um grito de esperança e democracia. E de que nada passará, sem participação e aceitação popular.

    Sim!! Nós podemos e queremos construir e eleger a nova escola. Um estado e um Brasil justo e livre de corrupção. O que só será possível com pleno exercício da Democracia, que inicia dentro da escola. Imposições e autoritarismo não cabem para nós.

    Para isso, uma outra verdade inabalável, que o caminho é a luta. Só ela muda e transforma vidas e sociedades.

    Estamos apenas começando.

    Emerson Santos, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas. Foto: Christian Braga

  • Ocorre nesta quarta-feira (25), às 14h, o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico na Assembleia Legislativa de São Paulo. O movimento contra a privatização do Sistema Eletrobras se expande pelo país.

    “Decidimos criar frentes parlamentares estaduais para massificar o movimento e com isso mostrar mais amplamente para a sociedade os prejuízos que a privatização do setor elétrico acarretaria para o país e o preço que a classe trabalhadora pagaria por isso”, diz Victor Frota, secretário de Movimentos Sociais da CTB-DF e dirigente nacional da CTB.

    Com o slogan “Energia não é mercadoria”, o movimento em defesa da Eletrobras entende o “setor energético como área estratégica para o desenvolvimento nacional e, portanto, deve ficar nas mãos do Estado para impedir que o país fique à mercê de aventureiros”, acentua Frota.

    Serviço

    O que: Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico
    Onde: Assembleia Legislativa de São Paulo
    Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – Auditório Franco Montoro – Parque do Ibirapuera
    Quando: Quarta-feira (24), às 14h

    Portal CTB

  • Raquel Solano, uma das homenageadas do ano passado, com Leci Brandão e Theodosina Ribeiro

    Na edição deste ano, a Medalha Theodosina Ribeiro contempla dez homenageadas que se destacaram em 2016 em diversas áreas na defesa da igualdade. A deputada Leci Brandão (PCdoB-SP) é a responsável pela iniciativa do evento desde 2015.

    Theodosina Rosário Ribeiro foi a primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo, eleita em 1970 com a segunda maior votação. Já em 1974, foi eleita a primeira deputada negra da Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “A medalha tem por objetivo reconhecer o trabalho e as ações de mulheres que empoderam, impactam e influenciam decisivamente a vida de pessoas pertencentes a grupos vulneráveis da sociedade”, afirma Leci Brandão.

    A medalha conta com a parceria da ONG Elas por Elas – Vozes e ações das mulheres, Geledés – Instituto da Mulher Negra e União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama e Vereadora Juliana Cardoso (Câmara Municipal de São Paulo).

    As dez mulheres contempladas são: Adriana Couto, jornalista e apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura; Adriana Ferreira (Ferreirinha), dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo; Adriana Lessa, atriz e dançarina; Edna Roland, ativista do movimento negro; Efigênia Januária, líder comunitária de Parelheiros, extremo sul da capital paulista; Fabiana Cozza, cantora; Luana Hansen, rapper e feminista; Luiza Trajano, empresária; Maria das Dores, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Mãe Wanda D’Oxum, liderança religiosa do Candomblé e uma das fundadoras do Afosè Ilé Ómó Dadà.

    A cerimônia de entrega da Medalha ocorre nesta sexta-feira (24), às 9h da manhã, Plenário Juscelino Kubitschek, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

    Portal CTB com informações da assessoria da deputada Leci Brandão. Foto: Vera Massaro

  • O lobista que atuou no esquema de desvios da merenda escolar em São Paulo, Marcel Ferreira Julio afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), era destinatário de parte da propina. Marcel fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público, homologado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na terça-feira (5).

    Marcel afirmou ter tratado dos pagamentos com dois ex-assessores de Capez, Jéter Rodrigues e Merivaldo dos Santos, além de Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, ainda auxiliar do tucano e muito próximo dele.

    Os servidores disseram a Marcel, segundo a delação, que a propina era destinada para fins eleitorais. O contato entre o lobista da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) e a equipe do tucano aconteceu na época das eleições de 2014, quando Capez foi o deputado estadual mais votado do Estado.

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    Hoje todos à assembleia da Apeoesp para descobrir onde está o dinheiro da merenda das crianças

    O depoimento de Marcel, filho do ex-deputado Leonel Julio, também investigado pela Operação Alba Branca, era o mais esperado, pois ele é visto como o elo entre a cooperativa e os políticos. O lobista se apresentou à polícia na semana passada depois de ficar mais de dois meses foragido.

    Em nota, o deputado Fernando Capez afirmou nesta quinta (7) que foi inserido "cunho político eleitoral" na Operação Alba Branca, enquanto a "apuração legítima e isenta" da Corregedoria-Geral da Administração, ligada ao governo do estado, "demonstrou que não houve fraude nos contratos com a Secretaria Estadual da Educação".

    Fonte: Brasil 247