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Qui, Jul

25 de novembro

  • O Dia Nacional de Lutas, Paralisações e Greves de 25 de novembro acontece em resposta à iminência da votação da "PEC do Fim do Mundo" no Senado. A data faz parte do Novembro de Lutas, um período de intensa mobilização dos trabalhadores contra o pacote de maldades do governo golpista de Michel Temer.

    Por todo o Brasil, diversas categorias convocarão paralisações e atos em defesa dos direitos sociais e trabalhistas dos brasileiros. Além da classe trabalhadora, os movimentos sociais e estudantis também se mobilizam para participar do grande ato.

  • As centrais sindicais CTB, CUT, UGT E CSP Conlutas farão um protesto nessa sexta-feira (25), a partir das 6 horas, na frente do Tecarmo/Petrobras, Zona Sul de Aracaju, para dizer não à PEC 55 - também conhecida como a PEC do Fim do Mundo (leia aqui) - que será votada no Senado Federal no dia 29 deste mês e ao desmonte da Petrobras e do Banco do Brasil, impostos pelo governo Temer. "Essa PEC é um enorme retrocesso para o movimento sindical e para a sociedade brasileira. Um retrocesso que vai atingir as futuras gerações", avalia Edival Góes, presidente da CTB-SE. Serão 20 anos com investimentos para a educação e a saúde públicas travados no Orçamento da União, enquanto a população aumenta e envelhece.

    A PEC terá um impacto negativo também na renda do trabalhador. Nos últimos 13 anos, houve um incremento no salário mínimo o que trouxe um efeito positivo para a economia, principalmente nos municípios que dependem da renda dos aposentados. "A PEC da maldade deixará de fazer essa correção e isso vai afetar diretamente a economia brasileira. Nós não acreditamos que os juros e os investimentos na Bolsa de Valores consigam segurar esse crescimento econômico que só ocorre quando há valorização do trabalho", assegura o dirigente sindical.

    Para Edival, o povo brasileiro tem que tomar consciência de que essa PEC 55 é nefasta e retira todos os direitos conquistados pelo povo na Constituição de 1988. “Esse governo transitório e ilegítimo tem conseguido promover essas alterações na Constituição, acordadas em jantares pagos com o dinheiro público, numa rapidez nunca vista na história do País, e golpeia o povo brasileiro com a perda de todos os seus direitos", afirma Edival.

    Tão ruim quanto a PEC 55 é o desmonte imposto por esse governo à Petrobras e ao Banco do Brasil. "Esse presidente sem voto quer vender nossas estatais e bancos públicos a preço de banana. Por isso, nós das centrais sindicais estamos envidando todos os esforços para levar essas informações para a sociedade, mas é preciso também haver uma mobilização do povo", diz. Ele conclama os sergipanos a demonstrar sua indignação e fazer contato pelas redes sociais com os três senadores que representam o Estado - Maria do Carmo, Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares - para que eles se posicionem e votem contra essa PEC e o desmonte das estatais e bancos públicos brasileiros.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Desde a última quinta-feira (16), representantes de centrais sindicais de Minas Gerais estão se reunindo na sede da CTB-MG para discutir as mobilizações e paralisações do dia 25 de novembro, Dia Nacional de Lutas. A data faz parte do Novembro de Lutas contra o pacote de maldades do governo golpista. Em Belo Horizonte, o protesto terá concentração na Praça Sete, às 10 horas. Diversas categorias convocam paralisações. Além da classe trabalhadora, o movimento social e estudantil também se mobilizam para participar do grande ato.

    A manifestação acontece na véspera da votação da PEC 55 no Senado. A previsão é que a chamada PEC do Fim do Mundo, que congela os investimentos públicos por 20 anos no Brasil, entre na pauta do Plenário no dia 29. A CTB-MG conclama os cetebistas para intensificar a mobilização junto à classe trabalhadora. Diversas cidades do interior de Minas também se preparam para onda de protestos para dar o recado aos senadores.

    A reunião das centrais também fez um balanço das mobilizações do dia 11 de novembro.

    Da CTB-MG

  • O dia é apropriado porque 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher e marca o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres em mais de 160 países.

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    A manifestação ocorre na Praça da República, na capital paulista, a partir das 12h e tem participação da CTB e do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) entre diversas entidades do movimento feminista de São Paulo.

    A manifestação denunciará também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que traminta na Cãmara dos Deputados e pretende proibir a interrupção da gravidez mesmo em casos de estupro. "É um retrocesso e uma violência inominável contra dos direitos das mulheres", diz  Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “essa campanha dos 16 Dias de Ativismo é um marco para a luta das mulheres no país todo. A nossa central combate a violência à mulher os 365 dias do ano, e nós vemos essa manifestação como um bom momento para para levar à sociedade uma mensagem em defesa da vida das mulheres”.

    Vídeo do FNMT

    As dirigentes do FNMT divulgaram nesta sexta-feira (24) um vídeo convidando à participação da classe trabalhadora nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Cada representante das seis centrais sindicais que compõem o Fórum (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) falou sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e sobre as dificuldades que impõem às mulheres.

    Assista 

    “Estaremos nas ruas mais uma vez para denunciar os efeitos da reforma trabalhista na vida de todo mundo, mas principalmente no que ela prejudica as mulheres em maior profundidade”, afirma Arêas.

    A direção do Fórum garante também outra manifestação pelos 16 Dias de Ativismo na capital paulista no dia 6 de dezembro - Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja